terça-feira, 7 de agosto de 2007

Ainda a crise!

Tomada de Atitude que não gera crise,
não é Tomada de Atitude
é atitude não tomada!
Crise sempre implica em dor.
Crise sem dor não é crise
é acomodação!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Crise e a Almofada.

Crise e a Almofada.

Após a Tomada de Atitude do mês de Julho, com muita coragem e determinação, vamos para o mês de Agosto e com ele a Crise.
Se na Tomada de Atitude eu fiz a relação com o pato, agora farei a relação da Crise com uma almofada, com o avestruz e uma caixa de remédio.
E desde já aconselho a levar uma almofada para as reuniões no mês de Agosto para que as pessoas gravem e façam a relação do princípio com a almofada.
E a almofada é algo que colocamos para que alguém não se machuque ao cair. Assim, tentando proteger este alguém para que não sofra com a atitude tomada, tiramos desta pessoa a oportunidade de aprender arcando com as conseqüências da atitude tomada.
E, geralmente, quando não deixamos que alguém sofra as conseqüências do seu ato, somos nós e que acabamos sofrendo por estar assumindo por alguém aquilo que ela deveria assumir. E isto amigos de caminhada é impedir que este alguém cresça com responsabilidade.
Quantas vezes ouvimos nas reuniões de Amor-Exigente pais que dizem assim:
-Eu prefiro que o meu filho use drogas dentro de casa para não correr riscos na rua e ser preso;
-Meu filho está indo mal no colégio porque os professores o perseguem;
-Hoje o meu filho chegou embriagado. Mas também ele está descobrindo a adolescência e quem ainda não tomou um porre na juventude;
É tática do avestruz. Vou fazer de conta que não está acontecendo nada, se não vou precisar Tomar uma Atitude e isto vai gerar uma crise. Já pensou se o meu filho vai embora?
O filho tem saído todas as noites e só volta no outro dia pela manhã e mesmo assim alguns pais têm medo de que o filho vá embora. Mesmo que o relacionamento familiar esteja se deteriorando em virtude do filho, os pais ficam aprisionados com o medo de tomar uma Atitude que possa gerar uma crise.
Evitar uma Crise por medo é o mesmo que ter medo de tentar viver de forma diferente. É não dar uma oportunidade para que coisas boas aconteçam em sua vida.
Provocar uma Crise é correr riscos? Claro que é. Mas também é dar-se a oportunidade de tentar algo diferente do já tentado.
Se eu não corro riscos posso estar perdendo grandes oportunidades. E quando evitamos enfrentar uma crise, estamos evitando o crescimento. E quanto mais vamos deixando o tempo passar, mais a crise vai tomando proporções que poderão ficar acima das nossas capacidades de solução.
Se pensarmos em crise como oportunidade, vamos entender que crise é a vida em movimento.
A maioria dos casais que se separaram viram na crise um ponto final do relacionamento, quando deveria ser o ponto de partida para que o casal descobrisse juntos uma forma mais adequada de viver em comunhão.
Quando percebemos a crise como uma oportunidade no relacionamento amoroso, vamos perceber que ela vem para sacudir e levantar a poeira de uma situação que precisa mudar.
A crise nos relacionamentos seja entre o casal ou entre o casal e os filhos serve de alerta para algo que pode estar querendo dizer:
-Precisamos conversar.
Este “precisamos conversar" deve ser entendido como uma oportunidade de rever papéis, ações, atitudes, emoções, carinho, dedicação, amor, afeição, valorização, cooperação, respeito mútuo e companheirismo.
A crise é essencial onde existe vida. Vida sem crise é a antítese da vida.
Quantas descobertas foram realizadas por causa de uma crise. Crise é movimento.
Só descobrimos o nosso potencial quando os obstáculos aparecem em nossa vida. Precisamos ver as crises de forma construtiva e indicadora de oportunidades.
Claro que provocar uma Crise é preciso antes de qualquer coisa haver planejamento.
Assim como em marketing, ações isoladas não têm efeito algum, também nos relacionamentos a regra tem a sua funcionalidade.
Ai entra algo que tem nome de remédio: De-Fi-For-Exe. De – defina um alvo – Fi – fixe prioridades – For – formule um plano de ação – Exe – execute o plano.
E o legal é quando você fala justamente com um remédio para as pessoas nas reuniões de AE. Pegue uma caixa de remédio e cole um papel como se o nome do remédio fosse Defiforexe. Abra a caixa e leia a “bula”. Aqui a bula é a explicação do Defiforexe.
Você que tem recebido os meus textos já percebeu que gosto muito de trabalhar com símbolos nas reuniões de AE. E eu tenho a certeza de que estes símbolos ajudam e muito na fixação da mensagem. E torna a apresentação dos nossos princípios de forma criativa.
Só para lembrar, já temos o Pote de Margarina, a Almofada, o Pato, a Camiseta do Super-Homem, a Varinha de Condão e um Manual de Celular. É bastante coisa para trabalharmos os princípios do AE.
E para terminar, ou começar uma crise, gostaria de dizer que se você ainda não teve nenhuma crise no seu relacionamento amoroso, com os seus filhos ou até mesmo no trabalho, hummmmmmmmmm acho que a sua vida anda precisando de emoção.






O Bernardinho Sabe Tudo de Crise!

O Bernardinho Sabe Tudo de Crise!


Vamos nos dar a oportunidade de gerar crises.
Vamos parar de ser reservas e entrar em quadra pra jogar.
Na pior das hipóteses podemos ganhar uma medalha de ouro.


Dois episódios do técnico Bernardinho da seleção brasileira de vôlei transmitido ao vivo pelo Jornal Nacional, portanto em horário nobre, demonstraram que ele sabe muito sobre crise. Acredito até que ele daria um excelente coordenador de grupo de Amor-Exigente.
O primeiro episódio aconteceu na fila do aeroporto quando o técnico está na fila do check-in, quando alguém chega para tirá-lo da fila e passar na frente de todos e pegar o avião. Prontamente o Bernardinho diz à pessoa que quer tirá-lo da fila que ele vai ficar na fila como todos estão. Que ele chegou depois destas pessoas e não seria justo passar na frente delas.
Ora, esta pessoa que deveria ser de algum órgão governamental, talvez sem saber, estava gerando uma crise e quem sofreria as conseqüências seria o Bernardinho. Se ele realmente passasse à frente das pessoas, poderia haver um tumulto e as pessoas teriam o direito inclusive de vaiar a atitude. E imagem do técnico ficaria manchada por um detalhe que, aparentemente, parecia não ter grande importância.
O outro episódio e também de fundamental importância, aconteceu após a vitória da seleção brasileira de vôlei, quando um repórter da rede globo entrevistando o técnico fez uma pergunta sobre o episódio do Ricardinho (cabe lembrar que o Ricardinho foi afastado da seleção de vôlei para a disputa do pan) e ele fez a seguinte declaração:

-Os princípios e os valores, aliados a disciplina, estão acima de uma medalha de ouro. E eu não posso abrir mão disto tudo apenas por uma circunstância. O conjunto precisa estar unido e somente assim é possível chegar ao sucesso.

Para quem acompanhou o episódio da dispensa do Ricardinho notou que a imprensa fez um grande alarde, inclusive influenciando as pessoas a vaiar o técnico no primeiro jogo da seleção e mais ainda quando o filho do técnico entrou em quadra. Não faltaram declarações depreciando a atitude do Bernardinho, pois estava tirando o melhor levantador e isto provocou a ira de muitos jornalistas.
Diferente do episódio do aeroporto, neste caso o técnico gerou uma crise, tirando o melhor levantador, e administrou a crise com serenidade, coragem e sabedoria. E provou que estava certo ao ganhar a medalha de ouro.

Os dois episódios demonstram claramente a diferença entre você sofrer com uma crise, gerada por alguém, e você gerar uma crise e administrá-la.
Acredito que o medo que a maioria das pessoas têm de crise é pelo fato de que sempre sofreram com as crises geradas pelos outros. E estes outros, geralmente, são os nossos filhos, maridos, esposas...
Alguns poderiam pensar que se a seleção brasileira de vôlei não tivesse ganhado a medalha de ouro, o Bernardinho poderia ser responsabilizado. Claro que poderia. No entanto, o medo da tomada de atitude que certamente vai levar a uma crise, poderia levar o treinador a perder uma excelente oportunidade de descobrir um talento que poderia estar no banco de reservas.
Crise significa riscos sim. Mas também significa oportunidades. O que não podemos é deixar de tomar atitudes apenas pelo medo dos riscos.

O que não podemos é esperar mudanças quando estamos fazendo as mesmas coisas.
Ao provocar uma crise afastando o Ricardinho da equipe, o Bernardinho estava administrando a crise. Ele sabia que poderia contar com o Marcelinho (levantador reserva) e trabalhou a equipe para esta mudança.
Eu fico aqui pensando comigo mesmo, o Bernardinho deve ter lido o livro do Amor-Exigente. Ele sabia que uma crise bem administrada é uma excelente oportunidade de mudança.
Ao ver a seleção ganhar a medalha de ouro, o Ricardinho vai ter mais humildade e não achar-se mais insubstituível. O Marcelinho ao ganhar a medalha de ouro vai acreditar mais no seu potencial de levantador.
O Bernardinho sabe tudo de “de-fi-for-ex”. E provou saindo vencedor com a equipe unida e coesa.
Agora, se o Bernardinho que é conhecido mundialmente foi altamente criticado pela tomada de atitude, imagine aquele pai que deixou o filho na cadeia em virtude de ser preso por estar dirigindo sem carteira. Diga-se de passagem, que o filho roubou o carro para dar umas voltas.
Da mesma forma que todos entenderam, ou quase todos, que a atitude do Bernardinho foi para preservar o seu papel de liderança da equipe e é justamente isto que faz uma equipe de sucesso, da mesma forma somos nós pais ao tomarmos atitudes que precipitam crises. É com o objetivo de manter a família unida e vencedora.
Gerar crises apenas com sentimentos de vingança e raiva, pode significar o insucesso do que esperávamos.
Acho que fiquei fã do Bernardinho. O Bernardinho pratica o Amor-Exigente. Será que ele tem um livro do Amor-Exigente? Se ele não tem e já faz isto tudo, imagine se o tivesse?
Tomada de atitude que não gera crise, não é tomada de atitude e sim tomada paliativa de atitude.
Vamos nos dar a oportunidade de gerar crises. Vamos parar de ser reservas e entrar em quadra pra jogar. Na pior das hipóteses podemos ganhar uma medalha de ouro.
E para encerrar, não poderia deixar de destacar a maravilha que foi o nosso congresso na cidade de Uberaba. O povo danado de bom este de Uberaba. Encontrei pessoas que só conhecia pelos orkut e msn da vida. Voltei mais apaixonado por estas pessoas que estão no Amor-Exigente. No avião de volta para casa bateu uma tristeza muito grande. Fiquei com uma saudade de todos que foi impossível segurar as lágrimas. Tomara que estes dois anos passem bem rapidinho para que possamos nos encontrar novamente.

Um grande e fraterno abraço amigos de caminhada.

Sérgio Carlos de Oliveira – Serginho
Coordenador do Programa do Amor-Exigente em SC

sábado, 7 de julho de 2007

A Tomada de Atitude Precisa Começar Comigo!

Quando eu penso em Tomar Atitude a partir de você, eu quero mudá-lo e me frustro!
Quando em penso em Tomar Atitude a partir de mim, eu mudo e me sinto realizado!
Serginho.


Na última reunião no grupo de São José-SC, onde eu coordeno, fizemos um grupão com todos os participantes e abrimos à palavra para que todos colocassem sobre o aprendizado do 6º Principio – Comportamento.
O que se percebeu é a dificuldade que as pessoas têm em mudar o comportamento. E foi a partir de uma declaração que eu pensei em começar a falar sobre o 7º Princípio - Tomada de Atitude.
Esta senhora falou assim:

-Sabe Serginho, a maior dificuldade que eu tenho em mudar o meu comportamento e até de tomar uma atitude, é não saber como o meu filho vai reagir.

Esta senhora resumiu a grande dificuldade que as pessoas têm em tomar uma atitude: não saber como o outro vai reagir. E por não saber como vai ser esta reação ficamos, por vezes, paralisados sem saber o que fazer. Só que o problema não fica paralisado, ao contrário tende a aumentar tornando a solução cada vez mais complicada.
O programa do Amor-Exigente diz que o ponto de partida deve ser eu. Ele começa em mim para então expandir-se.
Ora, então à Tomada de Atitude deve ser levada em conta a partir do que EU estou sentido em relação ao que está acontecendo. E talvez a grande pergunta que devemos fazer a nós mesmos e que deverá encorajar-nos à Tomada de Atitude deve ser esta:

-Eu estou feliz? A vida que eu estou vivendo está me fazendo feliz? As relações que eu estou vivenciando então me fazendo feliz?

É por isso que o ponto de partida do Amor-Exigente sou eu. Como posso dar ao outro o que eu não tenho? Como posso cobrar do outro aquilo que eu não tenho?
Quando nos damos o devido tempo para a reflexão sobre as nossas atitudes e o quanto nos deixamos levar pelo comportamento dos outros, percebemos que não somos mais os autores de nossas vidas e que passei a ser o que os outros querem que eu seja.
Eu diria que a Tomada de Atitude exige de nós, primeiramente, que tenhamos uma atitude positiva em relação a nós mesmos, uma atitude corajosa e, acima de tudo, perseverança.
Tomar uma atitude positiva é saber reconhecer que você está passando por uma situação difícil, não negar o sentimento ou os sentimentos negativos que a situação lhe traz, não julgar ou condenar o outro e, o mais importante, não se deixar tomar pela culpa ou pelo ressentimento.
Tomar uma atitude corajosa é ter a plena consciência de que devemos ser os autores de nossas vidas e que temos o poder e a obrigação de transformar as nossas experiências negativas em aprendizado em busca da felicidade.
Tomar uma atitude corajosa é poder dizer, após uma profunda reflexão:

-Meu filho, o papai e mamãe te amam muito, porém não vamos mais aceitar o teu comportamento inadequado.

Quando assumimos o controle da nossa vida com amor, humildade e exigência vamos perceber que temos as nossas limitações e que também temos a coragem de pedir ajuda.
Quando chegamos pela primeira vez numa reunião de Amor-Exigente, já estamos demonstrando que temos a humildade de buscar ajuda e a coragem pra abrir o coração e dizer o que nos trouxe à reunião.
É preciso ter em mente que quando queremos tomar uma atitude a partir do outro, inevitavelmente vem o medo de errar, o medo do fracasso, o medo de como o outro pode reagir, o medo, o medo e mais medo.
Ao olharmos para nós mesmos, o que denota uma atitude positiva, vamos perceber que não nascemos do jeito que somos hoje. As nossas atitudes não nasceram com a gente, foram aprendidas, foram desenvolvidas ao longo da nossa vida. E isto foi influenciado no nosso comportamento.
Qual é o lado positivo disto? Bom, se o meu comportamento foi uma seqüência de aprendizados, isto quer dizer que a minha atitude também pode ser alterada por meio do aprendizado também.
A Tomada de Atitude exige que tenhamos a consciência do momento presente, uma responsabilidade pela realização dos seus sonhos e integridade pessoal.
Agora, o principal combustível na Tomada de Atitude é, sem sombra de dúvidas, a perseverança.
Por isso que para o Amor-Exigente a velocidade não é tão importante quanto à perseverança na busca dos objetivos.
É preciso que eu esteja comprometido e compromissado com os objetivos traçados e definidos na minha Tomada de Atitude, para que o sucesso seja uma conseqüência do meu próprio esforço.

Um grande e fraterno abraço amigos de caminhada.

Sérgio Carlos de Oliveira
Coordenador do Programa do Amor-Exigente em SC

domingo, 1 de julho de 2007

7º Princípio: Tomada de Atitude

Tomada de Atitude a Crise e o Pato!

Hoje resolvi escrever um pouquinho sobre a crise que na Tomada de Atitude.
Conversando com várias pessoas durante este tempo que estou no AE, grande parte delas não Toma Atitude por medo dos reflexos que esta Atitude pode gerar.
E se pararmos para perceber, notaremos que este medo é muito mais por que não sabemos como o outro poderá encarar a nossa Tomada de Atitude.
Ora, novamente estamos pensando no outro e deixamos de pensar no que a não Tomada de Atitude está fazendo com a gente mesmo.
Levamos em consideração o bem estar do outro e não percebemos o quanto estamos sofrendo por aceitar uma situação que não está nos trazendo qualidade de vida.
E aí gente, eu vou ser obrigado a repetir uma frase que gosto muito:
“Somos tão felizes quanto felizes são os nossos relacionamentos”.
E aí, a Tomada de Atitude gera duas crises: uma em mim e outra no outro (ficou esquisito) é para ficar mesmo. Ora, aí sofremos dobrado.
Tomada de Atitude gera uma crise? Claro que gera uma crise. Na verdade a Tomada de Atitude é para gerar uma crise. Só que existe uma grande diferença entre gerar uma crise e sofrer com uma crise.
Até agora você tem sofrido com as crises geradas pelos outros. Ou seja, alguém Toma uma determinada Atitude, visando seu próprio benefício é claro, e você é que “paga o pato”.
Não esqueça: quem gera a crise administra a crise. Se você não está gerando crise.....
E para Tomar Atitude é preciso, antes de qualquer coisa, ter um plano posterior que é o momento da crise.
Vou dar um exemplo:
-Os nossos filhos são craques em gerar crise para lucrarem com ela. Você parou no semáforo e quando está quase abrindo o nosso filho dispara:
-Mãe lembrei que preciso dar uma resposta agora para a aninha sobre a festa que ela vai estar fazendo hoje a noite e eu preciso ligar agora pra ela. Posso ir mãe, posso ir mãe.
Aí você naquela confusão entre dar a resposta e cuidar do sinal que está para abrir, fica perturbada e a filha cobrando:
-mãe preciso ligar, então posso ir, posso ir. Eu vou ta mãe.
E aí você acaba dizendo:
-Vai, vai e não me perturba.
Eu tenho a certeza de que você ainda vai se arrepender de ter dado e resposta naquele momento.
Ora, a tua filha planejou a crise e saiu ganhando com a crise.
O ideal seria responder:
-Se você quer a resposta agora, ela é não. Se você esperar para conversarmos quando chegarmos em casa, aí você vai me dar todos os detalhes de quem vai, como vai ser a festa. Então, vou conversar com o teu Pai e decidiremos se você pode ir ou não.
É preciso sofrer sempre que vamos Tomar uma Atitude? Não.
Acontece é que queremos que o outro mude com a nossa Tomada de Atitude, quando na verdade, teria que ser o contrario.
A Tomada de Atitude é para nós mesmos.
Eu vou Tomar uma Atitude porque esta situação está me causando sofrimento e eu estou deixando de ser eu para ser o que o outro quer que eu seja.
Eu estou Tomando uma Atitude para mudar a mim mesmo. Sou eu que preciso mudar.
E é esta linha de pensamento que preciso ter frente à Tomada de Atitude.
E os seis primeiros princípios do AE nos preparam para a Tomada de Atitude.
Chega de “pagar o pato”. E o pior é que pagamos por ele e não temos o direito de saboreá-lo.
Acredito que o medo da crise é pelo fato que você está acostumada a sofrer as conseqüências das crises.
Pense no pato.
Aliás, eu aconselho a ter sempre um pato em casa. Pode ser de porcelana, vidro, madeira, ou qualquer outro material.
Quem sabe assim, todas as vezes que olharmos para o pato vamos lembrar de que precisamos Tomar Atitude.
Pato e Tomada de Atitude: Tudo a ver. Hehehehehe!!

Desculpe a brincadeira amigos de caminhada.

Um grande e fraterno abraço.

domingo, 3 de junho de 2007

A Coragem de Ser Você Mesmo.



A Coragem de Ser Você Mesmo.


“Viver e não ter a vergonha de ser feliz.
Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz”
Gonzaguinha


Como eu escrevi no meu blog http://amor-exigentesc.blogspot.com/, o princípio do mês de Junho - Comportamento - é no meu ponto de vista a base fundamental do programa.
E ao falarmos sobre comportamento, invariavelmente, estamos falando de psicologia. Grande parte das pessoas tem o seu comportamento pautado no comportamento das outras pessoas.
Se você é assim comigo, eu serei assim com você. Ou seja, o meu comportamento vai depender do teu comportamento. Ora, quando usamos este tipo de "estratégia", passamos a ser o que os outros querem que sejamos.
A partir dai, você perde a sua identidade. Eu gosto de relacionar isto com uma carteira de identidade sem foto. Você tem um registro, mas não tem uma imagem que a defina e, o que é bem pior, não tem personalidade.
Comportamento e personalidade andam juntos lado a lado. O que nos dá integridade ética e moral é o nosso comportamento e a nossa personalidade.
Um dia andando de ônibus vi o adesivo que o cobrador colocou que dizia assim: o meu comportamento depende do seu. Você percebe que este cobrador não tem personalidade. Depois de um dia inteirinho de trabalho e conviver com vários comportamentos, ao chegar em casa ele não vai saber mais quem ele é na verdade.
E o outro aspecto fundamental do comportamento, são aquelas pessoas que vivem querendo agradar os outros.
Querendo agradar os outros, infelizmente em alguns momentos precisamos desagradar a nós mesmos. E isto acontece muito em nossos lares. Por vezes, nos nossos lares vivemos uma perda de identidade muito grande em virtude desta forma de comportamento.
Geralmente é a mãe que abre mão de várias coisas tentando agradar a todos dentro de casa. E quando o comportamento desta mãe altera-se num determinado momento, alguém vai dizer:

-Nossa mãe, como você está estressada.

Eu arriscaria dizer que 99% das pessoas que buscam um grupo de auto-ajuda, o fazem na tentativa de querer mudar o comportamento de alguém. Buscam visando, único e exclusivamente, em virtude de alguém. Se este alguém melhora, logo afastam-se do grupo.
E a decepção começa quando alguém as diz que, para que o outro mude é precise que eu mude.
-Ora, eu não preciso mudar. Quem tem que mudar é o outro que me trouxe até aqui. Eu não tenho nada. O problema é ele e não eu.

E este é o primeiro passo para a perda da identidade e do sentimento de culpa. Não conseguindo mudar o comportamento do outro através do amor, invariavelmente os pais começam a perguntar onde erraram. Acreditavam que o amor seria o suficiente para criar a sua família sem problemas. Que dando tudo o que os filhos desejassem não aconteceria nada que viesse a transformar a família no horror que está acontecendo.
Por isso, o 6º Princípio – Comportamento – é um despertar da nossa integridade ética, moral e de personalidade.
É preciso que os coordenadores de grupos de Amor-Exigente tenham a clareza do que este Princípio é para o nosso programa. Não querendo é claro menosprezar nenhum dos nossos princípios, até porque todos possuem a sua importância e estão interligados.
Eu falo da importância, pelo que está envolvido no aspecto do comportamento como a codependência e o sentimento de culpa e o que isto acarreta nas pessoas.
Tentar viver a sua vida a partir da vida do outro é algo que pode levar qualquer pessoa a vários tipos de doenças. Principalmente se o outro está vivendo um processo doentio como o uso de drogas.
Viver é ter a coragem de ser o que você é e, principalmente, o que você deseja ser. Acredito que este é o primeiro passo para viver uma vida sadia.
Chega de ser uma carteira de identidade sem foto. Vamos colocar a nossa foto e ter a dignidade de ser verdadeiramente o que somos.
Que possamos encarnar o princípio deste mês e vivê-lo na sua integralidade. Chega de ser meio e metade. Vamos ser inteiros e verdade.

Um grande e fraterno abraço amigos de caminhada.


Sérgio Carlos de Oliveira
Coordenador do Programa do Amor-Exigente em Santa Catarina





sexta-feira, 1 de junho de 2007

Princípio do Mês de Junho - Comportamento

Comportamento

“O comportamento dos pais afeta os filhos e o comportamento dos filhos afeta os pais”.

No mês de Junho lidamos com o principio que pode ser definido como o alicerce de aplicação da filosofia do Amor-Exigente.
Digo isto uma vez que nos grupos de Amor-Exigente, o que mais destacamos é a necessidade de mudança de comportamento frente à conduta indesejada dos nossos filhos. Veja bem que eu não coloco a expressão “dependência”. E por quê? – Porque para nós no Amor-Exigente a droga não é o nosso foco principal e sim, o comportamento inadequado.
É bom que tenhamos sempre em mente este tipo de atitude, uma vez que o Amor-Exigente não é somente para aqueles pais que enfrentam o problema da drogadição em seus lares. Temos pais que enfrentam em suas casas filhos que possuem o mesmo comportamento de um adicto, sem usar nenhum tipo de droga. Chamamos isto de filhos que têm uma droga de comportamento.
E neste caminhar com o Amor-Exigente, notamos que o motivo principal que leva pais às reuniões é o fato do comportamento do seu filho chegou a um estágio que ficou insuportável a convivência harmônica no lar.
Os pais chegam a reunião com o firme propósito de tentar mudar o comportamento do filho problemático. É mais fácil para todos projetar no dependente a necessidade de mudança. Ele realmente precisa mudar, porém sozinho dificilmente conseguirá realizar esta mudança.
Temos que ter em mente que uma mudança no comportamento dos pais gera uma reação dos filhos e assim começam acontecer mudanças. Em vez de os pais reagirem à conduta inadequada dos seus filhos, estes é que irão reagir ao comportamento modificado dos pais.
E esta mudança de comportamento dos pais vai acontecer quando estes recuperarem a sua auto-estima, uma vez que as pessoas que enfrentam uma situação de grande desgaste emocional, como o caso de um dependente ou filho rebelde, normalmente enfrentam uma situação de baixa auto-estima. Isto acontece porque notaram que o seu amor não foi suficiente para tentar resolver o problema, levando-os a uma grande desmotivação em relação a vida.
Normalmente, a sociedade vê a conduta destrutiva dos filhos unicamente como uma conseqüência do comportamento dos pais e da educação recebida, culpando os pais pelo que está acontecendo com os seus filhos.
E o que nós nos grupos de Amor-Exigente precisamos mostrar aos pais é que eles precisam perceber que abriram mão de suas vidas para viver a vida dos filhos. Precisam rever seus conceitos, modificar os seus hábitos, comportamento e estabelecer limites para si mesmo e para os seus filhos.
Quando os pais conseguem resgatar a sua auto-estima, sentem-se fortalecidos para chegar para o filho problema e dizer: “Meu filho, te amamos muito, más não vamos mais aceitar o teu comportamento inadequado”. A partir deste momento, os pais estarão mudando as regras de um jogo onde somente eles estavam perdendo. É onde regras e limites começaram a ser impostos com muita serenidade, coragem e sabedoria.
E para finalizar, deixo esta mensagem para todos:

“É possível mudar nossas vidas e a atitude daqueles que nos cercam simplesmente mudando a nós mesmos. Comece fazendo o necessário; depois, o que é possível, quando você se der conta, estará fazendo aquilo que julgava ser impossível de ser realizado”.


Sérgio Carlos de Oliveira
Coordenador Estadual do Programa do Amor-Exigente