sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Vamos dar as mãos, fazer um círculo e refletir!


Eu seguro a minha mão a tua e uno o meu coração ao teu
para que juntos possamos fazer aquilo que sozinho eu não consigo.



Quando falamos em grupo, a primeira idéia que nos vem a mente é uma reunião de pessoas que, normalmente, tem o mesmo pensamento, gostam das mesmas coisas ou partilham dos mesmos sentimentos.
Porém, mesmo convivendo em grupo, algumas pessoas num determinado grupo não partilham dos mesmos sentimentos e quando isto acontece, o sofrimento é inevitável.
Numa família, que é o objeto deste meu escrever, quando ocorre algo que quebra a corrente familiar e isto pode ser por vários motivos, a harmonia é quebrada é o estar junto passa a ser algo que só traz infelicidade.
E no mês de setembro par nós no Amor-Exigente, ao trabalharmos com o nosso principio, começamos a avaliação primeiro em nós e depois a família. É preciso começar em nós, por isto grupo de auto-ajuda, para que entendamos o processo do principio primeiramente em nós. A partir do momento que eu me encontro no principio é preciso que eu também consiga perceber a minha família no principio.
E quem me conhece sabe que gosto de trabalhar com estratégias para reforçar um principio ou fazer com que ele seja percebido claramente pelas pessoas. E como coloquei como titulo deste escrever, nada como um grupo de pessoas num círculo e de mãos dadas para levar uma idéia da importância de um grupo coeso na tomada de atitudes.
A idéia é a seguinte:

-Pegue umas seis pessoas diga para que elas dêem as mãos e façam um círculo. Note que elas farão um círculo e ficaram de frente uma com as outras, sem que você precise pedir. O que isto representa? Representa a necessidade de ficar de frente para que eu possa ver e conhecer quem está fazendo parte deste grupo ou círculo. E o estar de mãos dadas representa a união e força que precisamos para poder enfrentar todos os problemas que poderão advir. Estando de frente e de mãos dadas, significa que não esconderemos nada um do outro, permaneceremos unidos e as dificuldades serão bem enfrentadas. Uma família assim consegue permanecer unida e a busca da felicidade será o bem maior a ser conquistado.

-Agora, faça este grupo ficar da mesma forma só que sem as mãos dadas. Este é um grupo ou família onde as dificuldades conseguem mais facilmente entrar e abalar a harmonia. Embora elas estejam de frente uma das outras, ainda sim falta um elo que as ligue e possam enfrentar as dificuldades com muito mais força. Quantas famílias estão nesta situação?

-Agora, com o mesmo grupo, faça com que eles fiquem de costas um para o outro e de mãos dadas. Ainda assim continua sendo um grupo. Porém, é verdadeiramente um grupo ou algumas pessoas que resolveram dar as mãos? Quantas famílias vivem nesta situação? Vivem numa mesma casa, parece ser uma família (estão de mãos dadas), porém não se conhecem. É uma família onde o individualismo é mais forte do que o desejo de se conhecer para que possam se ajudar. Uma família assim, os problemas conseguem facilmente quebrar esta aparente união.

-Agora, com este mesmo grupo, faça com que eles fiquem em círculo, de costas um para o outro e sem as mãos dadas. É assim que chegamos ao Amor-Exigente. Perdemos o referencial do que seja verdadeiramente uma família. O sofrimento e a angústia tomaram conta de todos e ninguém mais se conhece, ninguém mais conversa e todos parecem estranhos convivendo dentro de uma mesma casa. Ao perdermos o referencial da nossa casa precisamos buscar outra referência. E é aí que entra o Amor-Exigente. É ai que entra o Grupo de Ajuda.

-Agora, para representar o que é um grupo de Amor-Exigente, faça com que as pessoas dêem as mãos, fiquem de frente uma para as outras e que cada uma coloque a sua mão no coração do outro e lembre da oração da serenidade: “Eu seguro a minha a tua.......”.

Também acredito que esta deveria ser uma reflexão para nós coordenadores, para que possamos olhar para os nossos grupos e perceber de que forma estamos vivendo e vivenciando o grupo. Como tem sido o nosso círculo?
Vamos viver a primavera e perceber na beleza das flores e o quanto Deus tem feito para que possamos perceber a beleza da sua criação.
Um grande e fraterno abraço amigos de cminhada.






Princípio do Mês de Setembro - O Grupo de Apoio

Princípio do Mês de Setembro - O Grupo de Apoio

O mês de setembro é um momento especial para aqueles que freqüentam os grupos de Amor-Exigente.
Digo isto, pois é quando temos a oportunidade concreta de ouvirmos das pessoas o quanto o grupo de apoio está sendo importante em suas vidas.
Por isso é muito importante que possamos ouvir na abertura das reuniões testemunhos das pessoas que, de livre e espontânea vontade, desejem expressar a importância que o grupo tem representando em suas vidas.
E por que o grupo possui esta importância na vida das pessoas?
Se prestarmos atenção ao nosso modo de vida, notaremos que estamos passando por um processo onde as pessoas estão se isolando em virtude dos mais variados motivos que provocam este afastar-se do inter-relacionamento.
E este afastamento vai dificultando a troca de experiências e provocando o “cada um por si”. É a lei do egoísmo que volta-se contra nós mesmos, uma vez que não encontramos mais pessoas dispostas ao simples ato de ouvir. Vamos escondendo as nossas dificuldades, os nossos problemas e os nossos medos, pois as pessoas julgam muita facilidade, perdoam com grande dificuldade e raramente doam o seu tempo para ouvir.
E quanto mais a família vai tentando sozinha solucionar problemas de comportamento com os seus filhos e trabalhar com os recursos disponíveis, ela vai percebendo que estes recursos são limitados. Que o passado nem sempre nos supre com experiências que possam servir de base para o enfrentamento das dificuldades de relacionamento familiar.
Aí, vai começando um desgaste no relacionamento familiar em virtude da culpa que os pais vão sentindo por considerar que falharam na educação dos filhos. E para compensar este sentimento de culpa, muitos pais recorrem as coisas materiais como forma de tentar suprir o que acreditam não terem dado aos filhos.
E o nosso azar de pais é que não existe escola para formar pais. Praticamos com os nossos filhos o que aprendemos com os nossos pais. E quando notamos que estamos perdendo as rédeas da situação, ficamos desesperados por tudo que os nossos filhos fazem. Principalmente pelo o que eles não fazem dentro de casa.
Quando os pais encontram um grupo de Amor-Exigente e começam a freqüentar as reuniões regularmente, vão percebendo na partilha de experiências no grupo que existe uma saída e que não estão mais sozinhos. Começam a perceber a realidade de uma forma diferente e notar que não foram os fatos que mudaram, foram eles que se colocaram em relação aos fatos sob outra perspectiva.
E conforme estes pais mantêm a regularidade nas reuniões, os laços vão lentamente sendo criados e eles percebem as atitudes de respeito, de interesse e de entusiasmo que as pessoas nutrem entre elas. Que é um grupo onde as pessoas se importam com os outros de uma forma diferente. Que as pessoas refletem e discutem sobre o modo de agir de cada um, entendem as dificuldades e buscam encontrar dentro de cada um alguma luz que ainda brilhe e que possa ficar mais forte para iluminar o caminho.
E um outro ponto que não podemos esquecer e que tem sido de grande valia para as pessoas no grupo é sem dúvida alguma a pratica da espiritualidade, que deverá ser praticada em todas as reuniões. E como eu sempre digo em todas as palestras que profiro que somente as pessoas espiritualizadas conseguem ter serenidade.
O grupo vai se tornando um grande alicerce para que possamos encontrar nas dificuldades do dia-a-dia, que são imensas, prazer e alegria de poder viver. Aprendemos a não julgar, a ter tolerância e compaixão comigo mesmo e com os outros; a ter humildade para reconhecer que precisamos de ajuda sim; apreendemos também que não devemos querer que os outros pensem e ajam como nós, mas sim que encontrem a própria maneira de superar as dificuldades, pois assim é que cresceremos juntos.
Também é importante salientar que aquilo que as pessoas encontram nos grupos do Amor-Exigente, também deveria levar para as suas famílias.
O primeiro grupo de auto-ajuda deveria ser a família. Quando não encontramos na nossa família o espaço para o dialogo das nossas dificuldades, vamos procurar outro espaço para que alguém possa oferecer um tempo para que possamos desabafar.
Sempre é bom lembrar que somos um grupo de auto-ajuda e mutua-ajuda. Eu preciso me ajudar tomando atitudes e colocando-me limites e isto, inevitavelmente, também proporciona no outro o sentimento de que é possível viver em função de alguém ou ficar doente em virtude da doença do outro. E isto é proporcionar mutua-ajuda. A minha força de vontade vai encorajar o outro a tomar atitudes também. E assim vamos nos ajudando.
Eu diria que o mês de setembro é o momento das pessoas avaliarem o quanto estamos sendo eficientes nas nossas reuniões. O quanto estamos proporcionando de afeto, carinho e atenção nas reuniões.
Afinal, o que eu não encontrei na minha casa fui procurar em outra casa. Aí, eu encontrei um espaço onde as pessoas não julgam, não me perguntam de que religião eu sou, não querem saber de que partido eu sou. Apenas querem saber da minha dor e de que forma através do Amor-Exigente podem contribuir para que eu encontre um caminho alternativo, onde o sofrimento e a dor possa ser melhor trabalhado.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Ainda a crise!

Tomada de Atitude que não gera crise,
não é Tomada de Atitude
é atitude não tomada!
Crise sempre implica em dor.
Crise sem dor não é crise
é acomodação!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Crise e a Almofada.

Crise e a Almofada.

Após a Tomada de Atitude do mês de Julho, com muita coragem e determinação, vamos para o mês de Agosto e com ele a Crise.
Se na Tomada de Atitude eu fiz a relação com o pato, agora farei a relação da Crise com uma almofada, com o avestruz e uma caixa de remédio.
E desde já aconselho a levar uma almofada para as reuniões no mês de Agosto para que as pessoas gravem e façam a relação do princípio com a almofada.
E a almofada é algo que colocamos para que alguém não se machuque ao cair. Assim, tentando proteger este alguém para que não sofra com a atitude tomada, tiramos desta pessoa a oportunidade de aprender arcando com as conseqüências da atitude tomada.
E, geralmente, quando não deixamos que alguém sofra as conseqüências do seu ato, somos nós e que acabamos sofrendo por estar assumindo por alguém aquilo que ela deveria assumir. E isto amigos de caminhada é impedir que este alguém cresça com responsabilidade.
Quantas vezes ouvimos nas reuniões de Amor-Exigente pais que dizem assim:
-Eu prefiro que o meu filho use drogas dentro de casa para não correr riscos na rua e ser preso;
-Meu filho está indo mal no colégio porque os professores o perseguem;
-Hoje o meu filho chegou embriagado. Mas também ele está descobrindo a adolescência e quem ainda não tomou um porre na juventude;
É tática do avestruz. Vou fazer de conta que não está acontecendo nada, se não vou precisar Tomar uma Atitude e isto vai gerar uma crise. Já pensou se o meu filho vai embora?
O filho tem saído todas as noites e só volta no outro dia pela manhã e mesmo assim alguns pais têm medo de que o filho vá embora. Mesmo que o relacionamento familiar esteja se deteriorando em virtude do filho, os pais ficam aprisionados com o medo de tomar uma Atitude que possa gerar uma crise.
Evitar uma Crise por medo é o mesmo que ter medo de tentar viver de forma diferente. É não dar uma oportunidade para que coisas boas aconteçam em sua vida.
Provocar uma Crise é correr riscos? Claro que é. Mas também é dar-se a oportunidade de tentar algo diferente do já tentado.
Se eu não corro riscos posso estar perdendo grandes oportunidades. E quando evitamos enfrentar uma crise, estamos evitando o crescimento. E quanto mais vamos deixando o tempo passar, mais a crise vai tomando proporções que poderão ficar acima das nossas capacidades de solução.
Se pensarmos em crise como oportunidade, vamos entender que crise é a vida em movimento.
A maioria dos casais que se separaram viram na crise um ponto final do relacionamento, quando deveria ser o ponto de partida para que o casal descobrisse juntos uma forma mais adequada de viver em comunhão.
Quando percebemos a crise como uma oportunidade no relacionamento amoroso, vamos perceber que ela vem para sacudir e levantar a poeira de uma situação que precisa mudar.
A crise nos relacionamentos seja entre o casal ou entre o casal e os filhos serve de alerta para algo que pode estar querendo dizer:
-Precisamos conversar.
Este “precisamos conversar" deve ser entendido como uma oportunidade de rever papéis, ações, atitudes, emoções, carinho, dedicação, amor, afeição, valorização, cooperação, respeito mútuo e companheirismo.
A crise é essencial onde existe vida. Vida sem crise é a antítese da vida.
Quantas descobertas foram realizadas por causa de uma crise. Crise é movimento.
Só descobrimos o nosso potencial quando os obstáculos aparecem em nossa vida. Precisamos ver as crises de forma construtiva e indicadora de oportunidades.
Claro que provocar uma Crise é preciso antes de qualquer coisa haver planejamento.
Assim como em marketing, ações isoladas não têm efeito algum, também nos relacionamentos a regra tem a sua funcionalidade.
Ai entra algo que tem nome de remédio: De-Fi-For-Exe. De – defina um alvo – Fi – fixe prioridades – For – formule um plano de ação – Exe – execute o plano.
E o legal é quando você fala justamente com um remédio para as pessoas nas reuniões de AE. Pegue uma caixa de remédio e cole um papel como se o nome do remédio fosse Defiforexe. Abra a caixa e leia a “bula”. Aqui a bula é a explicação do Defiforexe.
Você que tem recebido os meus textos já percebeu que gosto muito de trabalhar com símbolos nas reuniões de AE. E eu tenho a certeza de que estes símbolos ajudam e muito na fixação da mensagem. E torna a apresentação dos nossos princípios de forma criativa.
Só para lembrar, já temos o Pote de Margarina, a Almofada, o Pato, a Camiseta do Super-Homem, a Varinha de Condão e um Manual de Celular. É bastante coisa para trabalharmos os princípios do AE.
E para terminar, ou começar uma crise, gostaria de dizer que se você ainda não teve nenhuma crise no seu relacionamento amoroso, com os seus filhos ou até mesmo no trabalho, hummmmmmmmmm acho que a sua vida anda precisando de emoção.






O Bernardinho Sabe Tudo de Crise!

O Bernardinho Sabe Tudo de Crise!


Vamos nos dar a oportunidade de gerar crises.
Vamos parar de ser reservas e entrar em quadra pra jogar.
Na pior das hipóteses podemos ganhar uma medalha de ouro.


Dois episódios do técnico Bernardinho da seleção brasileira de vôlei transmitido ao vivo pelo Jornal Nacional, portanto em horário nobre, demonstraram que ele sabe muito sobre crise. Acredito até que ele daria um excelente coordenador de grupo de Amor-Exigente.
O primeiro episódio aconteceu na fila do aeroporto quando o técnico está na fila do check-in, quando alguém chega para tirá-lo da fila e passar na frente de todos e pegar o avião. Prontamente o Bernardinho diz à pessoa que quer tirá-lo da fila que ele vai ficar na fila como todos estão. Que ele chegou depois destas pessoas e não seria justo passar na frente delas.
Ora, esta pessoa que deveria ser de algum órgão governamental, talvez sem saber, estava gerando uma crise e quem sofreria as conseqüências seria o Bernardinho. Se ele realmente passasse à frente das pessoas, poderia haver um tumulto e as pessoas teriam o direito inclusive de vaiar a atitude. E imagem do técnico ficaria manchada por um detalhe que, aparentemente, parecia não ter grande importância.
O outro episódio e também de fundamental importância, aconteceu após a vitória da seleção brasileira de vôlei, quando um repórter da rede globo entrevistando o técnico fez uma pergunta sobre o episódio do Ricardinho (cabe lembrar que o Ricardinho foi afastado da seleção de vôlei para a disputa do pan) e ele fez a seguinte declaração:

-Os princípios e os valores, aliados a disciplina, estão acima de uma medalha de ouro. E eu não posso abrir mão disto tudo apenas por uma circunstância. O conjunto precisa estar unido e somente assim é possível chegar ao sucesso.

Para quem acompanhou o episódio da dispensa do Ricardinho notou que a imprensa fez um grande alarde, inclusive influenciando as pessoas a vaiar o técnico no primeiro jogo da seleção e mais ainda quando o filho do técnico entrou em quadra. Não faltaram declarações depreciando a atitude do Bernardinho, pois estava tirando o melhor levantador e isto provocou a ira de muitos jornalistas.
Diferente do episódio do aeroporto, neste caso o técnico gerou uma crise, tirando o melhor levantador, e administrou a crise com serenidade, coragem e sabedoria. E provou que estava certo ao ganhar a medalha de ouro.

Os dois episódios demonstram claramente a diferença entre você sofrer com uma crise, gerada por alguém, e você gerar uma crise e administrá-la.
Acredito que o medo que a maioria das pessoas têm de crise é pelo fato de que sempre sofreram com as crises geradas pelos outros. E estes outros, geralmente, são os nossos filhos, maridos, esposas...
Alguns poderiam pensar que se a seleção brasileira de vôlei não tivesse ganhado a medalha de ouro, o Bernardinho poderia ser responsabilizado. Claro que poderia. No entanto, o medo da tomada de atitude que certamente vai levar a uma crise, poderia levar o treinador a perder uma excelente oportunidade de descobrir um talento que poderia estar no banco de reservas.
Crise significa riscos sim. Mas também significa oportunidades. O que não podemos é deixar de tomar atitudes apenas pelo medo dos riscos.

O que não podemos é esperar mudanças quando estamos fazendo as mesmas coisas.
Ao provocar uma crise afastando o Ricardinho da equipe, o Bernardinho estava administrando a crise. Ele sabia que poderia contar com o Marcelinho (levantador reserva) e trabalhou a equipe para esta mudança.
Eu fico aqui pensando comigo mesmo, o Bernardinho deve ter lido o livro do Amor-Exigente. Ele sabia que uma crise bem administrada é uma excelente oportunidade de mudança.
Ao ver a seleção ganhar a medalha de ouro, o Ricardinho vai ter mais humildade e não achar-se mais insubstituível. O Marcelinho ao ganhar a medalha de ouro vai acreditar mais no seu potencial de levantador.
O Bernardinho sabe tudo de “de-fi-for-ex”. E provou saindo vencedor com a equipe unida e coesa.
Agora, se o Bernardinho que é conhecido mundialmente foi altamente criticado pela tomada de atitude, imagine aquele pai que deixou o filho na cadeia em virtude de ser preso por estar dirigindo sem carteira. Diga-se de passagem, que o filho roubou o carro para dar umas voltas.
Da mesma forma que todos entenderam, ou quase todos, que a atitude do Bernardinho foi para preservar o seu papel de liderança da equipe e é justamente isto que faz uma equipe de sucesso, da mesma forma somos nós pais ao tomarmos atitudes que precipitam crises. É com o objetivo de manter a família unida e vencedora.
Gerar crises apenas com sentimentos de vingança e raiva, pode significar o insucesso do que esperávamos.
Acho que fiquei fã do Bernardinho. O Bernardinho pratica o Amor-Exigente. Será que ele tem um livro do Amor-Exigente? Se ele não tem e já faz isto tudo, imagine se o tivesse?
Tomada de atitude que não gera crise, não é tomada de atitude e sim tomada paliativa de atitude.
Vamos nos dar a oportunidade de gerar crises. Vamos parar de ser reservas e entrar em quadra pra jogar. Na pior das hipóteses podemos ganhar uma medalha de ouro.
E para encerrar, não poderia deixar de destacar a maravilha que foi o nosso congresso na cidade de Uberaba. O povo danado de bom este de Uberaba. Encontrei pessoas que só conhecia pelos orkut e msn da vida. Voltei mais apaixonado por estas pessoas que estão no Amor-Exigente. No avião de volta para casa bateu uma tristeza muito grande. Fiquei com uma saudade de todos que foi impossível segurar as lágrimas. Tomara que estes dois anos passem bem rapidinho para que possamos nos encontrar novamente.

Um grande e fraterno abraço amigos de caminhada.

Sérgio Carlos de Oliveira – Serginho
Coordenador do Programa do Amor-Exigente em SC

sábado, 7 de julho de 2007

A Tomada de Atitude Precisa Começar Comigo!

Quando eu penso em Tomar Atitude a partir de você, eu quero mudá-lo e me frustro!
Quando em penso em Tomar Atitude a partir de mim, eu mudo e me sinto realizado!
Serginho.


Na última reunião no grupo de São José-SC, onde eu coordeno, fizemos um grupão com todos os participantes e abrimos à palavra para que todos colocassem sobre o aprendizado do 6º Principio – Comportamento.
O que se percebeu é a dificuldade que as pessoas têm em mudar o comportamento. E foi a partir de uma declaração que eu pensei em começar a falar sobre o 7º Princípio - Tomada de Atitude.
Esta senhora falou assim:

-Sabe Serginho, a maior dificuldade que eu tenho em mudar o meu comportamento e até de tomar uma atitude, é não saber como o meu filho vai reagir.

Esta senhora resumiu a grande dificuldade que as pessoas têm em tomar uma atitude: não saber como o outro vai reagir. E por não saber como vai ser esta reação ficamos, por vezes, paralisados sem saber o que fazer. Só que o problema não fica paralisado, ao contrário tende a aumentar tornando a solução cada vez mais complicada.
O programa do Amor-Exigente diz que o ponto de partida deve ser eu. Ele começa em mim para então expandir-se.
Ora, então à Tomada de Atitude deve ser levada em conta a partir do que EU estou sentido em relação ao que está acontecendo. E talvez a grande pergunta que devemos fazer a nós mesmos e que deverá encorajar-nos à Tomada de Atitude deve ser esta:

-Eu estou feliz? A vida que eu estou vivendo está me fazendo feliz? As relações que eu estou vivenciando então me fazendo feliz?

É por isso que o ponto de partida do Amor-Exigente sou eu. Como posso dar ao outro o que eu não tenho? Como posso cobrar do outro aquilo que eu não tenho?
Quando nos damos o devido tempo para a reflexão sobre as nossas atitudes e o quanto nos deixamos levar pelo comportamento dos outros, percebemos que não somos mais os autores de nossas vidas e que passei a ser o que os outros querem que eu seja.
Eu diria que a Tomada de Atitude exige de nós, primeiramente, que tenhamos uma atitude positiva em relação a nós mesmos, uma atitude corajosa e, acima de tudo, perseverança.
Tomar uma atitude positiva é saber reconhecer que você está passando por uma situação difícil, não negar o sentimento ou os sentimentos negativos que a situação lhe traz, não julgar ou condenar o outro e, o mais importante, não se deixar tomar pela culpa ou pelo ressentimento.
Tomar uma atitude corajosa é ter a plena consciência de que devemos ser os autores de nossas vidas e que temos o poder e a obrigação de transformar as nossas experiências negativas em aprendizado em busca da felicidade.
Tomar uma atitude corajosa é poder dizer, após uma profunda reflexão:

-Meu filho, o papai e mamãe te amam muito, porém não vamos mais aceitar o teu comportamento inadequado.

Quando assumimos o controle da nossa vida com amor, humildade e exigência vamos perceber que temos as nossas limitações e que também temos a coragem de pedir ajuda.
Quando chegamos pela primeira vez numa reunião de Amor-Exigente, já estamos demonstrando que temos a humildade de buscar ajuda e a coragem pra abrir o coração e dizer o que nos trouxe à reunião.
É preciso ter em mente que quando queremos tomar uma atitude a partir do outro, inevitavelmente vem o medo de errar, o medo do fracasso, o medo de como o outro pode reagir, o medo, o medo e mais medo.
Ao olharmos para nós mesmos, o que denota uma atitude positiva, vamos perceber que não nascemos do jeito que somos hoje. As nossas atitudes não nasceram com a gente, foram aprendidas, foram desenvolvidas ao longo da nossa vida. E isto foi influenciado no nosso comportamento.
Qual é o lado positivo disto? Bom, se o meu comportamento foi uma seqüência de aprendizados, isto quer dizer que a minha atitude também pode ser alterada por meio do aprendizado também.
A Tomada de Atitude exige que tenhamos a consciência do momento presente, uma responsabilidade pela realização dos seus sonhos e integridade pessoal.
Agora, o principal combustível na Tomada de Atitude é, sem sombra de dúvidas, a perseverança.
Por isso que para o Amor-Exigente a velocidade não é tão importante quanto à perseverança na busca dos objetivos.
É preciso que eu esteja comprometido e compromissado com os objetivos traçados e definidos na minha Tomada de Atitude, para que o sucesso seja uma conseqüência do meu próprio esforço.

Um grande e fraterno abraço amigos de caminhada.

Sérgio Carlos de Oliveira
Coordenador do Programa do Amor-Exigente em SC

domingo, 1 de julho de 2007

7º Princípio: Tomada de Atitude

Tomada de Atitude a Crise e o Pato!

Hoje resolvi escrever um pouquinho sobre a crise que na Tomada de Atitude.
Conversando com várias pessoas durante este tempo que estou no AE, grande parte delas não Toma Atitude por medo dos reflexos que esta Atitude pode gerar.
E se pararmos para perceber, notaremos que este medo é muito mais por que não sabemos como o outro poderá encarar a nossa Tomada de Atitude.
Ora, novamente estamos pensando no outro e deixamos de pensar no que a não Tomada de Atitude está fazendo com a gente mesmo.
Levamos em consideração o bem estar do outro e não percebemos o quanto estamos sofrendo por aceitar uma situação que não está nos trazendo qualidade de vida.
E aí gente, eu vou ser obrigado a repetir uma frase que gosto muito:
“Somos tão felizes quanto felizes são os nossos relacionamentos”.
E aí, a Tomada de Atitude gera duas crises: uma em mim e outra no outro (ficou esquisito) é para ficar mesmo. Ora, aí sofremos dobrado.
Tomada de Atitude gera uma crise? Claro que gera uma crise. Na verdade a Tomada de Atitude é para gerar uma crise. Só que existe uma grande diferença entre gerar uma crise e sofrer com uma crise.
Até agora você tem sofrido com as crises geradas pelos outros. Ou seja, alguém Toma uma determinada Atitude, visando seu próprio benefício é claro, e você é que “paga o pato”.
Não esqueça: quem gera a crise administra a crise. Se você não está gerando crise.....
E para Tomar Atitude é preciso, antes de qualquer coisa, ter um plano posterior que é o momento da crise.
Vou dar um exemplo:
-Os nossos filhos são craques em gerar crise para lucrarem com ela. Você parou no semáforo e quando está quase abrindo o nosso filho dispara:
-Mãe lembrei que preciso dar uma resposta agora para a aninha sobre a festa que ela vai estar fazendo hoje a noite e eu preciso ligar agora pra ela. Posso ir mãe, posso ir mãe.
Aí você naquela confusão entre dar a resposta e cuidar do sinal que está para abrir, fica perturbada e a filha cobrando:
-mãe preciso ligar, então posso ir, posso ir. Eu vou ta mãe.
E aí você acaba dizendo:
-Vai, vai e não me perturba.
Eu tenho a certeza de que você ainda vai se arrepender de ter dado e resposta naquele momento.
Ora, a tua filha planejou a crise e saiu ganhando com a crise.
O ideal seria responder:
-Se você quer a resposta agora, ela é não. Se você esperar para conversarmos quando chegarmos em casa, aí você vai me dar todos os detalhes de quem vai, como vai ser a festa. Então, vou conversar com o teu Pai e decidiremos se você pode ir ou não.
É preciso sofrer sempre que vamos Tomar uma Atitude? Não.
Acontece é que queremos que o outro mude com a nossa Tomada de Atitude, quando na verdade, teria que ser o contrario.
A Tomada de Atitude é para nós mesmos.
Eu vou Tomar uma Atitude porque esta situação está me causando sofrimento e eu estou deixando de ser eu para ser o que o outro quer que eu seja.
Eu estou Tomando uma Atitude para mudar a mim mesmo. Sou eu que preciso mudar.
E é esta linha de pensamento que preciso ter frente à Tomada de Atitude.
E os seis primeiros princípios do AE nos preparam para a Tomada de Atitude.
Chega de “pagar o pato”. E o pior é que pagamos por ele e não temos o direito de saboreá-lo.
Acredito que o medo da crise é pelo fato que você está acostumada a sofrer as conseqüências das crises.
Pense no pato.
Aliás, eu aconselho a ter sempre um pato em casa. Pode ser de porcelana, vidro, madeira, ou qualquer outro material.
Quem sabe assim, todas as vezes que olharmos para o pato vamos lembrar de que precisamos Tomar Atitude.
Pato e Tomada de Atitude: Tudo a ver. Hehehehehe!!

Desculpe a brincadeira amigos de caminhada.

Um grande e fraterno abraço.