Para coordenadores e frequentadores de grupos de Amor-Exigente.
domingo, 26 de julho de 2009
Momentos de Crise
Muitas vezes ocorre que uma pessoa pode sentir um mal estar interno, algo que não sabe definir, já que está no inconsciente ou mesmo sendo consciente, tem dificuldade em aceitar. Momentos nos quais ela não se sente bem. Momentos em que, infelizmente, ela não se detém, porque pensar, avaliar, faz sofrer, dói e de dor ninguém gosta. O normal, portanto, é descalçar o sapato que aperta", "afastar o dedo da chama", "livrar a alma da dor". É comum a pessoa usar o mecanismo de negação toda vez que ela se depara com uma situação difícil, delicada, dolorosa, com um momento de crise. Uma das maneiras de se fugir da dor é procurar situações alegres e incompatíveis com a tristeza, a solidão e o remoer da mágoa. Ou então a vontade que impera é não pensar em nada, não ver ninguém e até evitar um confronto pessoal. De qualquer forma, cada pessoa é uma pessoa e cada um tem sua maneira preferida de fugir. Há os que se trancam em casa; os que saem todos os dias; os que se afundam no trabalho; os que preferem falar sem parar e os que só se encontram no silêncio. Por mais variados que sejam os mecanismos de fuga ou defesa, os objetivos são os mesmos evitar "Sentir", pensar, avaliar, enfim, evitar o mal-estar.
Porém, esses artifícios são inúteis, pois a pessoa não consegue se enganar por muito tempo. Por mais que ela se esconda atrás de disfarces, esses não anulam seu sofrimento. Este é apenas empurrado para baixo, para o fundo dela mesmo, onde há a ilusão de vê-lo desaparecer. Porém aquilo que não foi elaborado não desaparece, por mais bem escondido que esteja. Ninguém segue em frente com uma "ferida mal curada". Empurrado para as zonas mais sombrias da mente, proibido de atuar abertamente, o sofrimento continua agindo com possibilidade de acúmulo de tensões, explosões, angústias e até aparecimento de sintomas físicos. Manter o sofrimento num canto quieto, como um "domador que domina a fera com uma cadeira na mão", não é a melhor solução.
Em momentos de crises esse procedimento pode anestesiar a dor, mas impede a compreensão dela. Para compreendê-la se faz necessário um confronto que possibilita descobertas do inconsciente. Estas permitem à pessoa integrar seus aspectos contraditórios; se confrontar com seus desejos; olhar de frente para seus medos. Os momentos de angústia podem ser preciosos, na medida em que torne possível reavaliar a própria identidade, enxergar os próprios medos, acreditar no que se sente, se abrir para si mesmo e para o outro. Enfrentar a crise caminhando para o encontro consigo mesmo é uma maneira de promover o crescimento pessoal. Quando a pessoa faz da "dor" um momento de pausa e reflexão, pode criar uma estrutura mais forte para enfrentar a vida, sem que pareça estranha para si mesma nos seus momentos de crise.
domingo, 12 de julho de 2009
A Tomada de Atitude Exige Apenas Coragem? Não!
Tomada de Atitude Exige Apenas Coragem? Não!
Se a Tomada de Atitude exigisse apenas coragem, os medrosos jamais tomariam atitude. E isto não é verdade.
Então o que é preciso para Tomar Atitude?
O primeiro passo é você se perguntar?
-Eu estou feliz com a vida que estou levando?
A partir desta pergunta, dependendo é claro da resposta, você começa a se colocar no caminho da transformação.
Nós somos tão felizes quão felizes são os nossos relacionamentos e eu sou a única pessoa responsável pela minha felicidade.
Quando você não Toma Atitude, certamente os outros vão tomar por você. E aí, você fica refém do comportamento do outro.
Veja então, que muito mais do que coragem, o que nós precisamos na verdade é observar as nossas atitudes. Quando assim o fazemos, começamos a descobrir novos caminhos que, invariavelmente, nos darão a liberdade de escolha.
Tem uma frase de uma pensador austríaco que diz assim” A última das liberdades humanas está em poder escolher suas atitudes em qualquer circunstância”.
É preciso que olhemos para nós mesmos, uma vez que as nossas atitudes para com as outras pessoas é que vão determinar a atitude delas para conosco.
Quando você confie no que foi estudado no Amor-Exigente, no que foi aprendido, em você mesmo e em Deus, pode ter certeza de que você vai Tomar as Atitudes que precisa tomar para mudar a sua vida.
Tenha sempre em mente: quando você muda, as coisas mudam. Quando apenas os outros mudam, você apenas sofre as conseqüências.
Seja você o agente da sua felicidade. Não delegue a ninguém a decisão do que você vai fazer no presente e no que você vai ser no futuro.
São Francisco de Assis dizia a seguinte frase: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”.
É importante que você saiba que as grandes transformações ocorrem de forma microscópica.
Mais do que coragem, Tomada de Atitude exige planejamento.
Agora, se você ficar pensando como o outro vai reagir com a sua Tomada de Atitude, talvez você não tome nenhuma atitude. E quando você não toma uma atitude, na verdade você já tomou uma atitude: a atitude de fazer nada para melhorar o que você está vivenciando.
Então, onde entra a coragem?
Ela entra quando olhamos para o modo como estamos vivendo e nos damos conta que não queremos mais repetir os antigos comportamentos, tomo a decisão de ser o agente da minha vida sem viver em função de qualquer outra pessoa.
E uma coisa eu não tenho dúvida: a espiritualidade é uma aliada importante para quem quer tomar atitude.
Foi um prazer poder compartilhar este texto com todos os amigos do Amor-Exigente.
Sérgio Carlos de Oliveira
sábado, 5 de julho de 2008
Tomada de Atitude: você fazendo a diferença!
Engraçado, quando comparamos a nossa vida com a dos outros,
a impressão é que a dos outros é sempre mais feliz do que a nossa.
Falar do nosso 7º Princípio – Tomada de Atitude – requer um olhar e uma reflexão de como estamos levando a nossa vida, para que, a partir deste momento, possamos ter uma idéia do que realmente precisamos Tomar de Atitude.
Este inventário pessoal e intransferível é que pode fazer a diferença na qualidade de vida que cada um de nós busca como meta e filosofia de vida.
Ao fazermos este inventário, algumas perguntas precisam ser respondidas:
-Eu estou feliz com a vida que estou levando?
-As minhas relações estão me fazendo feliz?
-Até que ponto os outros influenciam na vida que estou levando?
-Quais os parâmetros que levo em consideração na minha Tomada de Atitude?
Claro que estas são as minhas sugestões de perguntas. Acredito que cada um que estiver lendo este texto, também tenha sugestões a acrescentar neste inventário.
E o que eu tenho percebido nesta caminhada nos grupos de auto-ajuda, e o que deve ser na maioria dos grupos, é grande dificuldade que as pessoas têm em tomar atitudes, uma vez que levam em consideração o que o outro poderá fazer ou não fazer com a atitude tomada.
Ora amigos de caminhada, o fato de eu não saber qual será a reação do outro pode fazer com que eu não tome atitude nenhuma.
Daí que o foco da Tomada de Atitude, jamais poderá ser a partir do outro e sim a partir de quem realmente precisa tomar a atitude: eu.
Neste sentido, o inventário pessoal é de fundamental importância e pode nos dar a direção e o foco do que realmente precisamos mudar.
O danado da Tomada de Atitude, e o que deixa muita gente boa com medo de fazer a mudança necessária, é o fato de que a Tomada de Atitude está relacionada com dor e sofrimento.
Também, normalmente são os outros que tomam as atitudes e nós sofremos as conseqüências desta tomada de atitude. E quando convivemos com comportamentos inadequados e/ou com drogas, as atitudes tomadas por estas pessoas sempre nos levam ao sofrimento. Uma vez que elas sempre buscam vantagens nos pegando de surpresa. Aliás, esta é a tática que nos deixa sem ação. Quando alguém exige de nós uma resposta frente a uma situação que, invariavelmente, precisaria de um momento de análise antes da definição.
Veja bem, quem toma atitude administra a situação. Quem não toma atitude, sofre as conseqüências da tomada de atitude.
Vamos reverter esta situação?
Vamos deixar de ser meros agentes passivos da tomada de atitudes dos outros?
Vamos administrar a nossa vida dentro de parâmetros que nos tragam alegria de viver?
Se você respondeu sim aos questionamentos, o Amor-Exigente pode fazer a diferença na sua vida.
A força que precisamos para reverter um quadro que não nos é favorável vamos encontrar nos grupos de auto-ajuda do Amor-Exigente.
Tomar atitude não é fácil? Claro que não é. Passamos tanto tempo sofrendo as conseqüências das tomadas de atitudes dos outros, que passamos a achar que esta situação é normal na vida de todas as pessoas.
Vamos levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima.
Afinal, estamos aqui neste mundo de Deus em busca da felicidade e não do sofrimento.
Eu sou o agente da minha felicidade.
E quando eu tomo as rédeas da minha vida, eu começo a fazer diferença.
Tomada de Atitude é fazer a diferença. Fazer a diferença é Tomar Atitude.
Faça você também a diferença: tome atitude.
Estou voltando depois de um semestre de muito trabalho. Já estava com saudades de todos amigos de caminhada do Amor-Exigente.
Sérgio Carlos de Oliveira - Serginho
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
O que eu sou não me completa ou que os outros querem que eu seja é demais para mim e eu deixo de ser gente?
O mês de fevereiro no Amor-Exigente reserva-nos, assim é claro como todos os outros princípios, um grande questionamento: por que é tão complicado ser gente?
E o título na verdade é uma provocação para que tenhamos o tempo da reflexão e olharmos a vida a partir de nós mesmos e não a partir do outro, tentando ser o que não somos ou ser apenas para querer agradar alguém.
Deus, na sua imensa sabedoria, envia o seu filho como humano e, portanto gente, para que Ele viesse ao mundo para salvar a todos nós.
Agora, Ele veio como gente e não como um Deus. E todas as vezes que alguém o buscava para salvação Ele dizia claramente: Foi a tua fé que te salvou.
E mesmo em alguns momentos quando provocado para agir como um Deus, Ele agiu como gente. Tanto que chorou ao saber da morte do amigo Lázaro.
E quando Ele poderia ter agido como um Deus e salvar-se do martírio fez ao contrário e sentiu todas as dores e morreu de uma forma muito mais dolorida.
Todos esperavam que Jesus naquele momento produzisse algo estrondoso, onde anjos viessem salvá-lo, raios e trovões cairiam para provocar um espetáculo inesquecível onde todos os seus algozes morressem. E o que aconteceu?
Quantas pessoas deixaram de crer que aquele que estava morrendo na cruz, na verdade não era um Deus e sim um simples mortal, simplesmente porque não viram grandes estardalhaços.
Por vezes fico pensando se Jesus tivesse produzido este show pirotécnico mudaria o curso da história ou não.
Ele decepcionou muita gente não fazendo este show, claro que sim. As pessoas esperavam que Ele fizesse mais do que apenas ser crucificado.
E ai eu fico pensando nesta passagem de Cristo entre nós e o nosso segundo princípio Pais Também São Gente.
Mesmo que alguns possam considerar que eu esteja ficando doido ao tentar fazer alguma relação do Cristo com o nosso princípio, gostaria que lessem em qualquer um dos apóstolos que escreveram sobre a vida de Cristo e notassem o quanto de humano/gente – Cristo foi em várias passagens narradas por estes apóstolos.
Sendo um Deus ele se fez humano/gente e nós pais muitas vezes queremos ser um Deus considerando que ser gente seja algo impossível para o atendimento das “necessidades” dos nossos filhos.
E além dos nossos filhos temos também a sociedade que nos cobra perfeições e isto faz com que tenhamos que esconder os nossos sentimentos.
E normalmente o que somos ou o que deixamos de ser, invariavelmente, é tendo os outros como parâmetros para a definição das nossas atitudes.
Querendo ser mais do que gente vamos tentando buscar uma perfeição que nos torna doentes e afastamo-nos da nossa essência. O ser gente é o caminho da sanidade. Demência é quando queremos atingir algo que ultrapassa a realidade do ser gente.
É importante que tenhamos em mente que é a diversidade de comportamentos é a forma ideal de uma sociedade subsistir, sem que nos tornemos robôs.
No entanto, o que buscamos é um “panteão de deuses”, onde todos tem poderes extraordinários e o sofrer, seja por qualquer coisa, não existe. Ninguém sente dor e por isso ninguém tem sentimento. Até porque, sentimento e emoção é coisa de “humano”, coisa de gente.
Daí a dificuldade de ser gente. Gente tem emoção e sentimentos. E quem tem estas “coisas”, fatalmente chora, sente dor, saudade, sorri, ama; e estes sentimentos parecem que são motivos de vergonha ou atestam que somos gente e não deuses ou super-homens ou super mulheres.
Tem uma passagem na Bíblia onde São Paulo diz assim: Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte" (2 Coríntios 12:10); é a realidade do que eu sou verdadeiramente que pode me tornar forte. Vivendo a minha realidade, sem máscaras, sabendo dos meus limites, vivendo o meu eu verdadeiro aproximo-me do meu humano e de ser gente. Pois é justamente isto que pode me tornar forte. Vivendo o que eu não sou, eu vivo uma mentira e passo a ser o que os outros querem que eu seja e ai me torno fraco.
Talvez para muitas pessoas ser gente não tem graça. Que coisa mais chata isto de sentir saudade, medo, frio, chorar, angústia e dor. O bom, talvez, fosse não sentir nada disto. E ai, o que seriamos? Ou melhor, o que somos hoje?
E ai, como muita gente diz, nos grupos de Amor-Exigente as pessoas podem ser o que elas são, sem máscaras, com os seus medos, suas fraquezas, suas angustias, suas tristezas, suas derrotas, sua vitórias, alegrias, ou seja; ser gente.
Quantas pessoas que chegam pela primeira vez não conseguem falar e apenas choram? Ai você percebe que eles tentaram com todas as suas forças ser alguém acima do que elas poderiam ser. E você percebe isto nas lágrimas sinceras, no choro verdadeiro; ou quando dizem: “estou cansada(o), não quero mais viver.
E é justamente por isto que no mês de fevereiro eu vou as reuniões com a camiseta do super-homem.
Para mostrar para as pessoas o quanto é chato ser um super-homem. Você deixa de ser você mesmo, vive fugindo para ser o que você não é, não pode demonstrar sentimentos, não pode apaixonar-se, amar, enfim, que coisa mais chata.
Para encerrar nada melhor do que esta frase: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32).
Para ser livre é preciso ser verdadeiro. A mentira o aprisiona. Portanto, seja você mesmo e não uma mentira.
Sergio Carlos de Oliveira – Serginho
Coordenador do Amor-Exigente em SC
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Raízes Culturais!
Eu sou o que sou; eu sou o que os outros querem que eu seja,
eu sou o passado, o presente e o futuro. Afinal, quem sou eu?
Mesmo voltando de férias, eu não poderia deixar de escrever algo sobre este maravilhoso princípio. Até porque, algumas coisas aconteceram nestas férias e que tem muito de Raízes Culturais.
Ao passar o Natal e o Ano Novo em Tramandaí, cidade onde nasci no RS, juntamente com a minha família, foi um momento extremamente enriquecedor para mim e para o meu filho de 15 anos.
Depois de algum tempo sem passar as festas de final de ano com a minha Mãe, irmãos, tios e tias, sobrinhos, primas e primos, este voltar foi muito bom para que eu analisasse verdadeiramente as minhas Raízes Culturais e mostrasse ao meu filho que ele é um continuar das Raízes que começaram num passado não muito distante.
E ao falarmos sobre Raízes Culturais, invariavelmente, estamos falando sobre identidade e autenticidade. Ora, nós somos o continuar da vida dos nossos pais. A vida do meu Pai, que não está mais presente, continua em mim e nos meus irmãos e vai continuar no meu filho.
E ai é preciso que tenhamos em mente quais são os valores que hoje nós estamos vivendo que vieram dos nossos pais e quais aqueles que absorvemos da sociedade que vivemos. Se no somatório destes valores você perceber que está vivendo muito mais os valores que absorveu da sociedade do que aqueles passados pelos pais, algo está errado.
Quando este “desequilíbrio” - e desculpe o termo – estiver acontecendo é porque julgamos que tudo aquilo que aprendemos com os nossos pais estão errados.
Por isso que Raízes Culturais pergunta: Quem é você?
Esta pergunta é de fundamental importância para que possamos perceber que vida estamos vivendo e que valores estamos colocando em nossas vidas.
E ao fazer esta pergunta, vamos perceber de onde estamos tirando o substrato cultural para nutrir a nossa vida e a vida da nossa família.
Percebam, a partir daí, a importância que temos enquanto pais sobre o futuro da sociedade. Que valores os nossos filhos levarão para as suas vidas. Eles serão autênticos ou apenas uma reprodução do que a sociedade estiver defendendo.
E como eu gosto muito de exemplos eu vou falar sobre dois momentos que aconteceram nestas férias.
Uma era uma reportagem sobre os índios que vivem as margens da BR-101 e precisam sair para que a BR seja duplicada. E numa conversa com alguns amigos, perguntei sobre o que eles achavam sobre o assunto. A maioria argumentou que eles deveriam sair mesmo e que estavam atrasando a obra.
Percebam que as Raízes Culturais dos índios em nenhum momento foi ressaltado. Que os antepassados dos índios que estavam enterrados naquelas terras, não tinham nenhuma importância.
Percebam que quando os índios brigam para ficar nestas terras, na verdade estão brigando por suas Raízes e por sua identidade.
E ai e sou obrigado a fazer uma pergunta: Estamos brigando pelos valores passados pelos nossos pais?
E outro momento foi assistindo o filme A Testemunha com Harrison Ford, onde ele vai viver com Amish, que é um grupo religioso cristão anabatista baseado nos Estados Unidos e Canadá. São conhecidos por seus costumes conservadores, como o uso restrito de equipamentos eletrônicos, inclusive telefones e automóveis e preferem viver afastados do restante da sociedade.
A pergunta é: Será que precisamos viver afastados de tudo e de todos para que possamos preservar os nossos valores?
Para viver Raizes Culturais é preciso ter a coragem de ser autentico e possuir uma identidade com os valores que sustentam e dão alicerce a nossa familia.
E para dar mais alguns exemplos, e isto pode ser usado para as palestras sobre este princípio, é quando olhamos alguns documentos que fazem parte da nossa vida.
Na carteira de identidade, motorista e carteira de trabalho, se olharmos bem, lá está o nomes dos nossos pais. Parece que ali estão para que não esqueçamos que os valores que eles nos ensinaram é para ser usado em todos os momentos de nossa vida.
Se verdadeiramente fosse colocado em pratica estes valores, certamente teriamos um trânsito onde as pessoas respeitariam mais as outras; no trabalho, ninguém passaria por cima de um colega buscando projeção; no comércio, devolveriamos o troco dado a mais e solicitariamos sempre a nota fical.
Taí uma dica para fazer abertura das reuniões no mês de Janeiro.
E não esqueça de vez em quando pegar as fotos que fizeram parte da tua familia, pais, irmãos, tios e primos, e veja o que você está vivendo dos valores que foram passados para você.
E não esqueça de perguntares a você mesmo: Quem sou eu?
Um excelente começo de ano para todos nós. Que possamos viver os verdadeiros valores e contribuir para que os nossos filhos tenham uma sociedade melhor de ser vivida.
Sérgio Carlos de Oliveira
domingo, 9 de dezembro de 2007
A Exigência no Amor!
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
Dezembro nos grupos de Amor-Exigente é um momento especial e a emoção, invariavelmente, nos toca facilmente.
Para os coordenadores de grupos, ao olharem aqueles que passaram pelos 11 princípios e agora ali estão com um olhar diferente, um brilho e uma postura que nos deixa encantados.
Você os conhece, você os acompanhou nesta trajetória e percebeu o quanto lutaram para chegar até este mês com muita dignidade e esperança.
Dezembro é especial mesmo.
Porém, o amor precisa ser refletido em toda a sua abrangência e este mês proporciona esta reflexão.
Amar é fácil?
Se eu partir da idéia do que coloquei no início do texto “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, e notem que eu não coloquei o autor que escreveu este mandamento. E não fiz por considerar que ele, muito mais do que estar ligado a uma religião, é uma fórmula mágica.
Notem que este mandamento tem uma proximidade muito grande com o Amor-Exigente. O princípio de cada mês sempre começa em mim e depois no outro.
Ora, se eu não me amo como posso amar o outro?
Quem ama não exige do outro, exige de si mesmo. Exigir do outro é como considerar que o amor seja uma obrigação e não uma doação.
Por isso que eu não posso exigir que o meu filho me ame. Posso exigir sim que ele me respeite.
Agora, devemos amar ao outro tanto quanto nos amamos, nem mais nem menos. Pois, se você amar o outro menos do que você ama a si mesmo, você estará sendo egoísta. Você é uma pessoa que só pensa em si mesmo. Este amor não dará certo. Agora, se você o outro mais do que você ama a si próprio, você estará se colocando em segundo plano. Você vai se sentir inferior e cobrará dos outros um amor a mais do que você deveria sentir por si mesmo.
Por isso que a Marina Canal e o Helio Caetano colocam no livro Amor-Exigente Espiritualidade Uma Nova Vida, que o amor começa a ser construído no amor-próprio e que é aprendendo a amar a si próprio que as pessoas aprendem a amar o outro.
A falta de amor-próprio faz com que a pessoa acabe tornando-se permissiva, insegura, infeliz, inferior, medrosa e caba fazendo o que os outros querem que ela faça. E, pode ter certeza, esta pessoa será candidata a codependência.
E a codependência de quem não ama a si próprio, acontece quando esta pessoa esta empenhada desesperadamente em satisfazer os desejos do outro como forma de garantir um sentimento, que poderá ser amor ou afeição, que esta pessoa pode sentir por ela.
A pessoa que não ama a si próprio não reconhece em si qualidades e talentos e se acha inferior às outras pessoas.
O amor é o alimento da alma assim como a comida é para o corpo. Sem comida o corpo enfraquece e sem amor a alma também enfraquece.
A pessoa que ama e respeita si mesmo, também vai respeitar os outros. Pois ela sabe o quanto é fundamental para ela amar e respeitar a si mesmo e o quanto tal atitude exige de esforço e constância de objetivo.
Um outro aspecto do amor é que eu preciso me considerar digno de amar e de ser amado. Por mais que tenhamos passado por dificuldades em nome do amor, eu não posso perder a referência positiva do que seja amar e ser amado.
Normalmente relacionamos amor com dor, com perda de identidade e vamos assumindo o pensamento que o melhor é não amar. Assim, eu não me exponho e não sofro.
A pessoa que ama a si mesmo com equilíbrio e dignidade, desfruta tanto do amor e se torna tão feliz consigo mesmo, que o seu amor começa a contagiar os outros. E este viver feliz em virtude do amar-se, começa a ser compartilhado e os outros vão gostar de estar com você.
Perceba porque as pessoas gostavam de ficar perto de Jesus, Madre Teresa de Calcutá, Gandhi, Chico Xavier e tantos outros que transbordavam de amor.
Não esqueça, o amor é uma opção espontânea e livre. Amar a si mesmo é um requisito para vivenciar a felicidade.
E o nosso trabalho no Amor-Exigente, enquanto coordenadores de grupos e ser um bom ouvinte. E um bom ouvinte oferece a dádiva da empatia que assegura ao outro que ele não está só. E esta dádiva de sair de si e de alguma forma permanecer com o outro é uma dádiva muito preciosa.
E esta dádiva eu chamo de Amor.
Jamais esmoreçam neste trabalho magnífico que todos vocês estão fazendo.
Quando pintar aquele sentimento de cansaço e desânimo, peça ao nosso Deus a força necessária para continuar seguindo em frente trilhando este caminho de luz e de bênção.
Deus em sua imensa sabedoria e bondade dá a cada um de nós a oportunidade para que possamos expressar o nosso Amor aos nossos semelhantes de várias formas. E eu não tenho a menor dúvida de que todos os que hoje doam o seu tempo nas reuniões de Amor-Exigente, estão expressando o seu Amor através da dedicação ao próximo.
E eu particularmente, me sinto um felizardo e agradeço todos os dias a Deus por ter colocado pessoas maravilhosas para ajudar o Amor-Exigente a ajudar a quem precisa.
Este Natal vai ser o Natal de nossas vidas e o melhor Natal de muitas pessoas que freqüentaram e que ainda freqüentam as nossas reuniões.
Quando estivermos comemorando o Natal com os nossos familiares, vamos pensar em cada um que participa de nossas reuniões como se fossem nossos familiares. Afinal, somos todos irmãos em Cristo.
É uma dádiva ser Coordenador do Amor-Exigente em Santa Catarina tendo vocês como companheiros e irmãos de caminhada.
Um Feliz Natal e um Ano Novo de grandes realizações a todos.
Sérgio Carlos de Oliveira
Coordenador do Programa do Amor-Exigente em Santa Catarina
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Amor-Próprio
Existe uma tremenda culpa nesta sociedade. Muitas das ligações entre as pessoas provêm do plexo solar, o centro do poder, de onde as pessoas tentam persuadir, convencer, controlar e manipular os outros.
Amar a si mesmo significa sair desse tipo de relacionamento. Para fazê-lo, você precisa livrar-se da culpa.
Se você não jogar o mesmo jogo que os outros à sua volta, poderá notar que eles se sentem ameaçados.
Eles querem que você pense e aja de determinada maneira, para enquadrar-se em suas imagens; dessa forma, tentam ganhar poder sobre você através da culpa.
Muitas vezes os pais não conhecem outro meio de manter o controle; usam a culpa, a raiva e a retirada do amor para dominar os filhos.
Quando se sente forte e com o controle da sua vida, você pode agir a partir do coração. Quando sente falta de controle, poderá sentir que precisa manipular ou envolver-se em conflitos de poder para obter o que deseja.
Você poderá pensar que precisa pedir desculpas pelo seu comportamento, ou dizer mentiras justificáveis para proteger o sentimento das outras pessoas.
Quando você age dessa maneira, não está amando a si próprio; em vez disso, está enviando ao seu subconsciente a mensagem de que aquilo que você é não é o suficiente ou aceitável para as outras pessoas.
Se você quiser ser livre, é importante também não manipular os outros, mas dar-lhes a sua liberdade.
No início poderá sentir como se tivesse perdido uma parte do controle, ao conceder às outras pessoas o direito de fazer o que quiserem com suas vidas.
Mas estará criando entre ambos um nível inteiramente novo de honestidade e de amor, o que não poderia ocorrer sem a sua coragem e disposição para afrouxar o controle.
Você pode aprender a não ligar para as reações dos outros e para as suas próprias emoções, se o tiram do seu centro calmo e claro.
Amar a si mesmo significa afirmar-se com compaixão.
Quando você está determinado a mostrar aos outros quem você é, você lhes abre a porta para que também exponham o seu verdadeiro ser.
O julgamento é o obstáculo ao amor-próprio. Toda vez que você julga, você separa.
Quando você forma opiniões a respeito das outras pessoas, olhando para ela e dizendo, por exemplo “essa pessoa me parece preguiçosa, ou fracassada, ou usa roupas horríveis” você cria para o seu subconsciente a mensagem de que o mundo é um lugar onde é melhor você agir de certa maneira se quiser ser aceito.
Rejeitando as outras pessoas com seus julgamentos, você estabeleceu no seu subconsciente a mensagem de que só aceitará a si mesmo sob certas condições. Isso leva a um diálogo interior de autocrítica.
Pode também trazer de volta para você muitas imagens negativas do mundo exterior, pois, uma vez tendo emitido essas imagens, você criou um caminho para que elas retornem.
Observe as mensagens que você emite para as outras pessoas.
Você as aceita de modo afetuoso, sem criticá-las ou rebaixá-las? Sorri para elas? É gentil para com elas, permite que se sintam bem consigo mesmas ou fica parado sem lhes dar atenção? Se as aceita, mesmo que apenas telepaticamente, você as ajuda a encontrar o seu ser mais elevado.
Você verá que as outras pessoas também o aceitarão de forma afetuosa. Suas crenças sobre a realidade criam a experiência que você tem da mesma. Isso pode acontecer de forma muito sutil.
Se você pensa que as pessoas não o aceitam como é, que deve fazer de tudo para agradá-las, você atrairá esse tipo de pessoa para a sua vida.
Talvez você verifique que acaba vendo seus amigos em ocasiões em que eles estão cansados e sem disposição para dar de si.
Seja o que for que acredite ser verdadeiro nos seus amigos ou em quaisquer pessoas com quem se relaciona, você criará a experiência dessa coisa. Se disser “esse homem é cordial e afetuoso comigo”, você criará isso no seu relacionamento.
Para vivenciar um estado mais elevado de amor-próprio, comece por identificar o que considera verdadeiro quanto ao modo como o mundo funciona.
Se pensar que o mundo é frio e sem consideração, ou que precisa trabalhar arduamente para conseguir realizar o que quer que seja, essa convicção é um obstáculo entre você e o amor-próprio.
Uma crença é aquilo que você considera ser verdadeiro a respeito da realidade. Você poderá dizer “é um fato que, quando sorrio para as pessoas, elas sorriem de volta”, mas isso pode ser uma realidade para você e não para os outros.
Na verdade, devido a essa crença, você poderá resolver subconscientemente sorrir somente para as pessoas que retribuirão o seu sorriso.
Se você acreditar que as pessoas nunca lhe retribuirão de volta, você escolherá automaticamente sorrir para pessoas que nunca lhe darão retorno.
Se você quiser experimentar um mundo atencioso e que fortaleça as suas imagens de amor-próprio, comece a observar o que está dizendo a si mesmo a respeito do mundo.
Você pode mudar o seu relacionamento com as pessoas e com o mundo alterando as suas expectativas. Costuma-se dizer “o mundo poderá não ser justo, mas é correto”, e isso significa que o que você ganha é precisamente aquilo que espera e acredita que receberá.
Se estiver numa profissão na qual “sabe” que é difícil ganhar dinheiro, e disser “poucas pessoas ganham dinheiro no meu ramo”, você criará isso como um fato para si mesmo. Você sustentará uma certa visão da realidade, e essa será a sua experiência, não apenas a da sua carreira, mas também a de outras pessoas que encontram-se no mesmo ramo.
Tudo o que você precisa fazer é alterar o que espera que aconteça, e o mundo será diferente para você.
Outra qualidade do amor-próprio é o perdão.
Talvez você apegou-se a questões antigas, sentindo raiva continuadamente. Talvez tenha sido irritação consigo próprio, ou com outra pessoa, que o desapontou.
O Eu superior sabe o que é perdoar. Se houver alguma coisa à qual está se apegando – raiva, uma ofensa ou um sentimento negativo a respeito de outra pessoa – você mantém isso na sua aura.
A pessoa da qual tem raiva é afetada, mas não tanto quanto você. Tudo o que estiver carregando dentro de você contra outra pessoa permanece na sua aura e age como um ímã para atrair ainda mais coisas do mesmo tipo.
Existe definitivamente uma razão para o perdão, pois ele limpa e cura a sua aura.
O amor-próprio também envolve a humanidade, que é a auto-expressão a partir do coração, e não do ego.
A humanidade afirma “estou aberta. Estou disposta a ouvir. Talvez eu não tenha todas as respostas”.
A humildade é uma das qualidades que lhe permitirão receber mais, pois a humildade implica receptividade.
Não significa falta de autoconfiança, mas uma grande porção de fé e confiança em si mesmo.
Somente os que se sentem bem consigo mesmos podem expressar humildade.
Aqueles que agem com muita arrogância ou com fria confiança são os que carecem das reais características que tentam projetar.
As pessoas que prezam a si mesmas mostram que são bastante amáveis, generosas e bondosas; expressam sua auto-confiança através da humildade, do perdão e da compreensão.
Se você conhece pessoas que aparentam ser muito sábias, mas rebaixam os outros, rejeitam os amigos, fazem as pessoas sentirem-se mal consigo mesmas – por mais elevadas que sejam as suas palavras ou aquilo que ensinam - , pode ter a certeza de que não amam a si mesmas.
Amar o próprio ser envolve fé, confiança, crença em quem você é e uma disposição de agir de acordo com isso.
Sentir essa fé e confiança não é suficientemente; você precisa experimentá-la no seu mundo exterior.
Você é um ser físico, e a alegria está em ver à sua volta as coisas que expressam a sua beleza interior – um jardim, flores, árvores, a sua casa, o mar.
Todas essas coisas são recompensas por você confiar em si mesmo, por agir de acordo e por fazer o seu caminho e a sua visão serem seguidos pela ação.
O desafio último do amor-próprio é agir de acordo com ele, falar francamente às pessoas, e criar no mundo o seu céu na terra.
Não é suficiente simplesmente conceder e irradiar amor; amar o próprio ser também envolve receber amor.
Se você está dando amor às pessoas, mas elas não podem recebê-lo, então o seu amor não tem para onde ir. Você presta a todos um grande serviço dispondo-se a receber o amor delas.
Uma das maiores dádivas que você pode conceder aos outros é abrir-se ao amor que eles têm por você.
Qualquer relacionamento masculino-feminino, ou entre dois homens ou duas mulheres, será bem-sucedido na medida em que cada um puder receber o amor do outro.
Mesmo que você esteja dando cem por cento, se a outra pessoa estiver recebendo apenas cinqüenta por cento, o que você está dando a ela é reduzido pela metade.
Se o que a pessoa devolve for apenas cinqüenta por cento e você puder receber apenas cinqüenta por cento disso, o que você recebe de volta é apenas vinte e cinco por cento, e assim por diante.
O resultado é que ambos sentem cada vez menos amor um do outro.
Para sentir um amor maior na sua vida, disponha-se a receber dádivas dos outros, ofertas e amor, amizade e apoio.
Se quiser introduzir o seu Eu superior na vida diária e aumentar o seu amor-próprio, tome uma das características da alma e, sempre que tiver um momento livre, pense nela.
Algumas delas são: paz, estima, humildade, harmonia, alegria, gratidão, saúde, abundância, liberdade, serenidade, força, integridade, respeito, dignidade, compaixão, perdão, vontade, luz, criatividade, graça, sabedoria e amor.
Tomando essas qualidades e refletindo ou meditando sobre elas, você as magnetizará na sua aura, fará com que aumentem e atrairá para você o reconhecimento delas pelas outras pessoas.
Seja o que for que você pense, assim você é.
Se cada dia você tomar uma das qualidades do Eu superior, ponderar sobre ela e identificar-se com ela, criará isso como uma experiência de si próprio.
O amor- próprio implica o respeito ao ser e o viver num propósito mais elevado.
Quando você valorizar a si mesmo, ao seu tempo, ao seu amor e à sua visão, os outros também o farão.
Antes de encontrar seus amigos, pergunte a si mesmo qual o propósito mais elevado que podem criar em conjunto.
Você já esteve na casa de alguém, na verdade querendo sair, mais hesitando por não querer ferir os sentimento de outra pessoa?
Se isso aconteceu, você valorizou mais a ela do que a si próprio.
Esteve transmitindo a ela telepaticamente a mensagem de que ela não precisava respeitar o seu tempo ou você, e não admira que ela não dê valor a você depois de algum tempo.
Sempre que você valorizar e respeitar a si mesmo, dizendo quem você é realmente e agindo de modo apropriado, não é só você quem evolui, mas ainda ajuda a outros com o seu exemplo.
A incapacidade de dizer “não” às pessoas reflete uma visão de mundo de que os sentimentos dos outros são mais importantes que os seus, de que os direitos delas são mais significativos e devem ser considerados em primeiro lugar.
Agindo assim, você cria bloqueios de energia em seu interior, dando apoio ao ressentimento, à raiva e à mágoa, que então permanecem na sua aura e atraem ainda mais coisas desse tipo.
O amor-próprio provém do coração e implica a capacidade de ser gentil e dar amor incondicional às outras pessoas.
Algumas pessoas pensam que amor-próprio significa agir com decisão e usar a vontade de modo agressivo, negando os direitos dos outros.
Você tem visto pessoas que conseguem o que querem e não se importam com o que causam às outras pessoas. Você as chama de desumanas.
Muitas vezes, de modo semelhante você pode estar sendo agressivo consigo mesmo, quando uma parte de você domina e controla as outras partes.
Às vezes a vontade age como se fosse uma inimiga, tentando forçá-lo, dirigi-lo ou leva-lo a fazer certas coisas.
Ela poderá impor-se a você, como se fosse um de seus pais. Para tornar as coisas ainda mais piores, você poderá pensar que aquilo que a sua vontade o está forçando a fazer é para o seu bem.
Por exemplo, talvez você se repreenda constantemente por não ser mais organizando, ou por não começar algo que está postergando.
Talvez você faça grandes listas de coisas a serem feitas, e então se sinta mal se não as fizer.
Isso é dar razão à vontade e achar que o seu outro ser está errado, o ser que está resistindo à direção da vontade.
Nesse caso, você está usando a sua vontade contra si mesmo. É bem possível que o seu Eu superior tenha criado a resistência para resguardá-lo de fazer certas coisas, e que o esteja dirigindo para outras partes.
Caso seja usada em conjunção com o coração, para ajudá-lo a seguir um caminho de que você goste, a sua vontade pode ajudá-lo a aumentar o seu amor-próprio.
A vontade pode dirigir o foco de sua concentração. Quando está ligada àquilo que você gosta de fazer, suas possibilidades são infinitas e você pode transcender todos os limites.
Já notou que quando você gosta de fazer algo, digamos, o seu passatempo predileto, você pode trabalhar horas a fio e pode facilmente dizer não às distrações? A vontade é uma força semelhante a um rio com o qual você pode fluir ou contra o qual pode tentar nadar.
Você pode usá-la para acenar-lhe e convidá-lo a iniciar o seu caminho mais elevado ou para puni-lo constantemente por aparentes transgressões.
Qual o sistema que o motiva? Sua vontade está ajudando você a aumentar o seu amor-próprio através da concentração no seu caminho de objetivos mais elevados, e a criar a intenção e a motivação para a ação?
Em último lugar, mais nem por isso o menos importante, não se leve tão a sério. Ria e divirta-se.
Não é o fim do mundo se algo não dá certo.
O bom humor talvez seja uma das maiores portas para o amor-próprio.
A capacidade de ir, de sorrir para as outras pessoas e de colocar seus problemas em perspectiva é um talento evoluído.
As pessoas que agem a partir de um alto nível de amor-próprio são, muitas vezes, cheias de humor, possuem grande perspicácia e gostam de provocar a jocosidade infantil nos outros.
Elas estão dispostas a ser espontâneas, freqüentemente encontraram razões para sorrir, são capazes de deixar os outros à vontade de ser, elas mesmas, felizes.
Na próxima semana, ao observar as pessoas com quem você se relaciona, pergunte a si mesmo (e sem julgamento): “Essas pessoas amam a si próprias?” Se estiver sentindo dificuldade com elas, observe a área dos problemas e pergunte-se: “Elas se amam nessa área?”.
Transmita-lhes compaixão, para que a usem de modo a criar o seu bem mais elevado, e desfrute o amor que acabou de irradiar na medida em que ele retorna a você, para usa-lo para o seu bem maior.
(Recebi este texto e estou compartilhando - quem enviou não colocou o autor)