sábado, 6 de agosto de 2011

A Crise e o Pênalti!


“Decisão do campeonato Acreano entre o time do Floresta e o Galvez. O empate em gols dá o titulo ao Floresta. Somente a vitória serve para o Galvez. O jogo está 1x1. Aos 44 minutos do segundo tempo, com a torcida do Floresta já cantando:

-Éeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee campeeeeeeeeeeeeeeeeeãoooooooooooooo..........Tá chegando a horaaaaaaaaaaaaaaa..........

            Porém, faltando um minuto para o encerramento do jogo o narrador aos gritos berra:

-É pênalti a favor do Galvez. Se fizer sagra-se campeão de 2011.

            Há uma comoção do lado dos torcedores do Floresta que não acreditam no que está acontecendo, contrastando com o grito de euforia dos torcedores do Galvez que não acreditavam mais nem em milagre:

-Galvez, Galvez, Galvez................

                        O técnico grita:

-Vai Teobaldo.

            O batedor oficial de pênaltis do Galvez tinha sido substituído ao 30 minutos do segundo tempo porque não estava jogando bem e o Teobaldo entrou no seu lugar. Pelo seu semblante a vontade era de dizer que não estava em condições de bater o pênalti que iria decidir a vida do Galvez no campeonato.

            A torcida grita:

-Teobaldo, Teobaldo, Teobaldo...

            Um frio correu pela “espinha” do Teobaldo e a vontade foi de simular uma lesão e sair carregado na maca.

            O narrador do jogo já quase rouco de tanto gritar        não conseguindo esconder a sua preferência berra:

-Pelo amor de Deus o Teobaldo vai bater o pênalti. Ele ainda está frio. O técnico deve esta louco.

            Realmente o Teobaldo estava frio. Aliás, gelado. Tremia da cabeça as pés de nervoso.

            O juiz coloca a bola na marca do cal e lá vai o Teobaldo que pega a bola e dá um beijo nela antes de se posicionar para bater. Lembra que hoje não tinha beijado a esposa e os dois filhos quando saiu de casa. E o beijo na bola parecia o beijo que não tinha dado na sua família.

            Teobaldo toma distância ao mesmo tempo em que passa um filme na usa cabeça. Se errar pode ser linchado pelos torcedores. Se errar vai ter que mudar de cidade e de time. O seu contrato vence no final do mês e por certo se errar não vai ser renovado. As traves do gol parecem que diminuíram de distancia e o gol ficou bem menor.

            Enquanto a torcida grita:

-Teobaldo, Teobaldo, Teobaldo..

            O torcedor do Floresta grita o apelido do seu goleiro:

-Urubu, Urubu, Urubu.......

            Teobaldo na sua angústia pensa:

-Este desgraçado ainda se chama Urubu. Esta ave agourenta. Bem que poderia ser “pombinha”.

            O juiz apita e um silêncio mortal toma conta do estádio. Lá vai Teobaldo caminhado em direção da bola. O narrador já quase perdendo a voz grita:

-Lá vai Teobaldo. Bate e..............................................
          

            O 8º principio do Amor-Exigente, Crise, sempre nos coloca numa situação de desconforto, uma vez que sugere uma situação ruim e a quebra do equilíbrio e da harmonia, gerando momentos de grandes incertezas e muita tensão.

            Não gostamos de crise e por certo ninguém gosta de passar por uma. Mas às vezes ela é inevitável. E quando ela surge precisamos enfrentá-la e tomar atitudes e não colocar as “sujeiras” problemas embaixo do tapete da nossa vida.

            Na crise é o momento que precisamos fazer escolhas sem esperar que surja o momento adequado para começar a agir. O normal é protelar e, quem sabe, esperar que a crise passe e tudo volte a ser como era antes.

            Toda tomada de atitude gera uma crise. E por isto que vamos empurrando com a barriga uma situação mesmo que ela já não nos traga mais felicidade. Porém, nos acostumamos com a dor e vamos ficando viciados em sofrer. Nos apegamos a comportamentos que comprovadamente não estão produzindo nenhuma mudança.

            Não gostamos de crise basicamente por dois grandes motivos: os outros é que sempre geraram crises e nós sofremos as conseqüências destas crises e, normalmente, só conseguimos ver o lado ruim das crises.

            Ao darmos uma importância demasiadamente grande para os riscos, inevitavelmente, vai gerar uma insegurança e medo que podem paralisar a pessoa, a ponto de não conseguir perceber as oportunidades de mudanças positivas que também são inerentes a todas as crises.

            Crise exige de nós uma mudança de conceitos e envolve sacrifícios e, muitas vezes, perdas. Não existe mudança sem dor.

            Vamos perceber que na crise tudo tem o seu custo e tudo gera conseqüências.

            A diferença é que quando nos tomamos as atitudes e geramos crises, somos nós é que vamos administrar a crise.

            Quando uma crise acontece em nossas vidas do tipo:

-Querido precisamos discutir a nossa relação.

            Então a crise vem nos mostrar que algo não está bem na nossa relação e que, por isto, precisamos refletir sobre as nossas decisões e enfrentarmos as nossas fragilidades.

            Ao focarmos apenas os riscos perdemos a oportunidade de mudança, de crescimento pessoal e de dar um novo sentido para a vida.

            Precisamos ter em mente que a grande maioria das pessoas que marcaram suas épocas, que foram considerados grandes homens e mulheres, com certeza enfrentaram momentos muito difíceis e complicados em algum momento da vida. Pessoas que fazem a diferença nos dias de hoje, em sua maioria, viveram grandes crises em suas vidas.

            Quando enfrentamos as crises vislumbrando a possibilidade de mudança, a esperança será o combustível que nos fortalecerá na trajetoria de vitória.

            Crise é para ser enfrentada e superada. Seja um vencedor e não uma vítima das crises.

Criar crises é um risco? Sim... o risco de dar certo.



Há! Quanto ao Teobaldo: acertou o carrinho do pipoqueiro que estava no lado de fora do estádio.



Sugestão para trabalhar o principio do mês:

Você pode criar vários aspectos relacionados ao esporte para trabalhar o principio do mês. Eu relacionei com o futebol. Porém, o que você escolher leve para falar do principio. Eu levei uma bola e encenei o pênalti.

4 comentários:

Anônimo disse...

Estava procurando um texto para trabalhar na Casa de Recuperação, onde o AE presta serviço, às terças-feiras. Este texto que você postou é tudo que eu preciso. Esporte, tensão, crise, decisão, coragem, atitude de vencedor...Acho que, com a sua colaboração, vou conseguir passar uma mensagem boa para os aproximadamente 25 internos.
Ah, e quanto a bola, posso até levar, mas, vai se repetir o mesmo fiasco do Teobaldo. rsrsrs..
Um grande e fraterno abraço.
Jozi-AE

Anônimo disse...

Gostaria de parabeniza-lo pelos textos que posta e pelo site, sempre que preciso me preparar para uma palestra no AE, venho ler o que você escreveu adoro suas analogias e exemplos, continue com esse bom serviço.
Abraços
Laura
Coordenadora do AE no Jardim Eulina

Sérgio Carlos de Oliveira disse...

Oi Laura!
Fico feliz em poder contribuir. Vou atualizar o blog.

Sérgio Carlos de Oliveira disse...

Oi Laura!
Fico feliz em poder contribuir. Vou atualizar o blog.