quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Crise e a Almofada.

Crise e a Almofada.

Após a Tomada de Atitude do mês de Julho, com muita coragem e determinação, vamos para o mês de Agosto e com ele a Crise.
Se na Tomada de Atitude eu fiz a relação com o pato, agora farei a relação da Crise com uma almofada, com o avestruz e uma caixa de remédio.
E desde já aconselho a levar uma almofada para as reuniões no mês de Agosto para que as pessoas gravem e façam a relação do princípio com a almofada.
E a almofada é algo que colocamos para que alguém não se machuque ao cair. Assim, tentando proteger este alguém para que não sofra com a atitude tomada, tiramos desta pessoa a oportunidade de aprender arcando com as conseqüências da atitude tomada.
E, geralmente, quando não deixamos que alguém sofra as conseqüências do seu ato, somos nós e que acabamos sofrendo por estar assumindo por alguém aquilo que ela deveria assumir. E isto amigos de caminhada é impedir que este alguém cresça com responsabilidade.
Quantas vezes ouvimos nas reuniões de Amor-Exigente pais que dizem assim:
-Eu prefiro que o meu filho use drogas dentro de casa para não correr riscos na rua e ser preso;
-Meu filho está indo mal no colégio porque os professores o perseguem;
-Hoje o meu filho chegou embriagado. Mas também ele está descobrindo a adolescência e quem ainda não tomou um porre na juventude;
É tática do avestruz. Vou fazer de conta que não está acontecendo nada, se não vou precisar Tomar uma Atitude e isto vai gerar uma crise. Já pensou se o meu filho vai embora?
O filho tem saído todas as noites e só volta no outro dia pela manhã e mesmo assim alguns pais têm medo de que o filho vá embora. Mesmo que o relacionamento familiar esteja se deteriorando em virtude do filho, os pais ficam aprisionados com o medo de tomar uma Atitude que possa gerar uma crise.
Evitar uma Crise por medo é o mesmo que ter medo de tentar viver de forma diferente. É não dar uma oportunidade para que coisas boas aconteçam em sua vida.
Provocar uma Crise é correr riscos? Claro que é. Mas também é dar-se a oportunidade de tentar algo diferente do já tentado.
Se eu não corro riscos posso estar perdendo grandes oportunidades. E quando evitamos enfrentar uma crise, estamos evitando o crescimento. E quanto mais vamos deixando o tempo passar, mais a crise vai tomando proporções que poderão ficar acima das nossas capacidades de solução.
Se pensarmos em crise como oportunidade, vamos entender que crise é a vida em movimento.
A maioria dos casais que se separaram viram na crise um ponto final do relacionamento, quando deveria ser o ponto de partida para que o casal descobrisse juntos uma forma mais adequada de viver em comunhão.
Quando percebemos a crise como uma oportunidade no relacionamento amoroso, vamos perceber que ela vem para sacudir e levantar a poeira de uma situação que precisa mudar.
A crise nos relacionamentos seja entre o casal ou entre o casal e os filhos serve de alerta para algo que pode estar querendo dizer:
-Precisamos conversar.
Este “precisamos conversar" deve ser entendido como uma oportunidade de rever papéis, ações, atitudes, emoções, carinho, dedicação, amor, afeição, valorização, cooperação, respeito mútuo e companheirismo.
A crise é essencial onde existe vida. Vida sem crise é a antítese da vida.
Quantas descobertas foram realizadas por causa de uma crise. Crise é movimento.
Só descobrimos o nosso potencial quando os obstáculos aparecem em nossa vida. Precisamos ver as crises de forma construtiva e indicadora de oportunidades.
Claro que provocar uma Crise é preciso antes de qualquer coisa haver planejamento.
Assim como em marketing, ações isoladas não têm efeito algum, também nos relacionamentos a regra tem a sua funcionalidade.
Ai entra algo que tem nome de remédio: De-Fi-For-Exe. De – defina um alvo – Fi – fixe prioridades – For – formule um plano de ação – Exe – execute o plano.
E o legal é quando você fala justamente com um remédio para as pessoas nas reuniões de AE. Pegue uma caixa de remédio e cole um papel como se o nome do remédio fosse Defiforexe. Abra a caixa e leia a “bula”. Aqui a bula é a explicação do Defiforexe.
Você que tem recebido os meus textos já percebeu que gosto muito de trabalhar com símbolos nas reuniões de AE. E eu tenho a certeza de que estes símbolos ajudam e muito na fixação da mensagem. E torna a apresentação dos nossos princípios de forma criativa.
Só para lembrar, já temos o Pote de Margarina, a Almofada, o Pato, a Camiseta do Super-Homem, a Varinha de Condão e um Manual de Celular. É bastante coisa para trabalharmos os princípios do AE.
E para terminar, ou começar uma crise, gostaria de dizer que se você ainda não teve nenhuma crise no seu relacionamento amoroso, com os seus filhos ou até mesmo no trabalho, hummmmmmmmmm acho que a sua vida anda precisando de emoção.






Um comentário:

Ronaldo Rissetto disse...

Sergio querido, tomamos a liberdade de multiplicar no Grupo Brooklin de São Paulo este texto maravilhoso. Obrigado