segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Raízes Culturais!

Raízes Culturais!

Eu sou o que sou; eu sou o que os outros querem que eu seja,
eu sou o passado, o presente e o futuro. Afinal, quem sou eu?


Mesmo voltando de férias, eu não poderia deixar de escrever algo sobre este maravilhoso princípio. Até porque, algumas coisas aconteceram nestas férias e que tem muito de Raízes Culturais.
Ao passar o Natal e o Ano Novo em Tramandaí, cidade onde nasci no RS, juntamente com a minha família, foi um momento extremamente enriquecedor para mim e para o meu filho de 15 anos.
Depois de algum tempo sem passar as festas de final de ano com a minha Mãe, irmãos, tios e tias, sobrinhos, primas e primos, este voltar foi muito bom para que eu analisasse verdadeiramente as minhas Raízes Culturais e mostrasse ao meu filho que ele é um continuar das Raízes que começaram num passado não muito distante.
E ao falarmos sobre Raízes Culturais, invariavelmente, estamos falando sobre identidade e autenticidade. Ora, nós somos o continuar da vida dos nossos pais. A vida do meu Pai, que não está mais presente, continua em mim e nos meus irmãos e vai continuar no meu filho.
E ai é preciso que tenhamos em mente quais são os valores que hoje nós estamos vivendo que vieram dos nossos pais e quais aqueles que absorvemos da sociedade que vivemos. Se no somatório destes valores você perceber que está vivendo muito mais os valores que absorveu da sociedade do que aqueles passados pelos pais, algo está errado.
Quando este “desequilíbrio” - e desculpe o termo – estiver acontecendo é porque julgamos que tudo aquilo que aprendemos com os nossos pais estão errados.
Por isso que Raízes Culturais pergunta: Quem é você?
Esta pergunta é de fundamental importância para que possamos perceber que vida estamos vivendo e que valores estamos colocando em nossas vidas.
E ao fazer esta pergunta, vamos perceber de onde estamos tirando o substrato cultural para nutrir a nossa vida e a vida da nossa família.
Percebam, a partir daí, a importância que temos enquanto pais sobre o futuro da sociedade. Que valores os nossos filhos levarão para as suas vidas. Eles serão autênticos ou apenas uma reprodução do que a sociedade estiver defendendo.
E como eu gosto muito de exemplos eu vou falar sobre dois momentos que aconteceram nestas férias.
Uma era uma reportagem sobre os índios que vivem as margens da BR-101 e precisam sair para que a BR seja duplicada. E numa conversa com alguns amigos, perguntei sobre o que eles achavam sobre o assunto. A maioria argumentou que eles deveriam sair mesmo e que estavam atrasando a obra.
Percebam que as Raízes Culturais dos índios em nenhum momento foi ressaltado. Que os antepassados dos índios que estavam enterrados naquelas terras, não tinham nenhuma importância.
Percebam que quando os índios brigam para ficar nestas terras, na verdade estão brigando por suas Raízes e por sua identidade.
E ai e sou obrigado a fazer uma pergunta: Estamos brigando pelos valores passados pelos nossos pais?
E outro momento foi assistindo o filme A Testemunha com Harrison Ford, onde ele vai viver com Amish, que é um grupo religioso cristão anabatista baseado nos Estados Unidos e Canadá. São conhecidos por seus costumes conservadores, como o uso restrito de equipamentos eletrônicos, inclusive telefones e automóveis e preferem viver afastados do restante da sociedade.
A pergunta é: Será que precisamos viver afastados de tudo e de todos para que possamos preservar os nossos valores?
Para viver Raizes Culturais é preciso ter a coragem de ser autentico e possuir uma identidade com os valores que sustentam e dão alicerce a nossa familia.
E para dar mais alguns exemplos, e isto pode ser usado para as palestras sobre este princípio, é quando olhamos alguns documentos que fazem parte da nossa vida.
Na carteira de identidade, motorista e carteira de trabalho, se olharmos bem, lá está o nomes dos nossos pais. Parece que ali estão para que não esqueçamos que os valores que eles nos ensinaram é para ser usado em todos os momentos de nossa vida.
Se verdadeiramente fosse colocado em pratica estes valores, certamente teriamos um trânsito onde as pessoas respeitariam mais as outras; no trabalho, ninguém passaria por cima de um colega buscando projeção; no comércio, devolveriamos o troco dado a mais e solicitariamos sempre a nota fical.
Taí uma dica para fazer abertura das reuniões no mês de Janeiro.
E não esqueça de vez em quando pegar as fotos que fizeram parte da tua familia, pais, irmãos, tios e primos, e veja o que você está vivendo dos valores que foram passados para você.
E não esqueça de perguntares a você mesmo: Quem sou eu?

Um excelente começo de ano para todos nós. Que possamos viver os verdadeiros valores e contribuir para que os nossos filhos tenham uma sociedade melhor de ser vivida.


Sérgio Carlos de Oliveira

3 comentários:

Eurécio disse...

gostei muito deste blog, vai ajudar a muitos.
Queria saber também se você tem algum material sobre prevenção q me possa mandar?!

desde ja agradeço!!!

Sérgio Carlos Oliveira disse...

Amigo Eurècio!

Tenho sim materiais sobre a tematica prevenção para abordagens específicas, como empresa, escola, família.
Qual o teu e-mail?

Eurécio disse...

meu e-mail é:

eurecio@gmail.com

agradeço a ajuda.